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Dose de Canabidiol para Epilepsia: Guia Completo (mg/kg, mg totais e gotas)

Quando uma família recebe a indicação de canabidiol para um filho com epilepsia, surge quase sempre a mesma confusão: o médico fala em mg/kg/dia, a receita chega com instruções em gotas, e os estudos científicos descrevem doses totais em miligramas. Entender como essas três linguagens conversam é essencial para fazer uma titulação segura, monitorar a resposta e evitar erros.

Este guia traduz, na prática, como os médicos pensam a dose de canabidiol na epilepsia — do raciocínio pediátrico em mg/kg até a conversão final para gotas no dia a dia.

⚠️ Aviso importante: as faixas de dose apresentadas neste artigo são baseadas em estudos clínicos e na prática médica especializada. A dose correta para cada paciente é sempre individualizada e prescrita por um médico habilitado. Nunca inicie, ajuste ou interrompa o tratamento por conta própria.

Agende sua consulta com os médicos prescritores da Fito Canábica →

A Resposta Direta: qual é a dose de canabidiol para epilepsia?

Nos principais estudos clínicos com canabidiol em epilepsias refratárias (Síndrome de Dravet, Síndrome de Lennox-Gastaut e Complexo Esclerose Tuberosa), a faixa de dose validada cientificamente é de 10 a 25 mg/kg/dia, podendo chegar a 50 mg/kg/dia em protocolos específicos[1][2][4]. Em adultos com epilepsia, a faixa de doses totais geralmente trabalhada na prática clínica costuma ficar entre 100 e 600 mg/dia, ajustada conforme resposta e tolerabilidade.

Faixas de referência (sempre prescritas por médico):
  • Dose inicial pediátrica: 2,5 a 5 mg/kg/dia
  • Dose de manutenção pediátrica: 10 a 20 mg/kg/dia
  • Dose máxima estudada (Dravet/Lennox-Gastaut): 20 a 25 mg/kg/dia
  • Dose adulto inicial: 25 a 50 mg/dia totais
  • Dose adulto de manutenção: 100 a 300 mg/dia totais
  • Casos refratários adultos: 300 a 600 mg/dia (avaliação médica)

O ponto-chave: a dose quase nunca começa no alvo final. O médico inicia em uma dose baixa e faz uma titulação lenta — aumentando gradualmente ao longo de semanas — até encontrar a dose mínima eficaz com boa tolerabilidade.

Por que o médico pensa em mg/kg em pediatria (e em mg totais em adultos)

Em crianças, o cálculo em mg/kg/dia é o padrão internacional porque o peso corporal varia muito entre pacientes pediátricos. Uma criança de 12 kg e uma criança de 35 kg precisam de doses absolutas muito diferentes para chegar à mesma exposição farmacológica. Em adultos, como o peso varia menos e o que importa clinicamente é a resposta, os médicos costumam raciocinar em mg totais por dia.

“Na epilepsia pediátrica refratária, o cálculo em mg/kg é o que dialoga com a literatura científica e com a prescrição segura. Mas a família precisa, no dia a dia, traduzir isso em gotas — e é nessa ponte que muitos erros acontecem. O papel do médico e do farmacêutico é garantir que essa conversão seja feita de forma clara, com base na concentração exata do produto prescrito.” — Dr. Fabrício Pamplona, farmacologista

Como converter mg/kg/dia em mg totais e em gotas

A conta tem três etapas:

  1. mg totais por dia = peso (kg) × dose (mg/kg/dia)
  2. mL por dia = mg totais ÷ concentração do óleo (mg/mL)
  3. Gotas por dia = mL × 45 (1 mL ≈ 45 gotas)

Cada gota equivale a:

  • Óleo 200 mg/mL (frasco de 6000 mg em 30 mL): 1 gota ≈ 4,4 mg
  • Óleo 100 mg/mL (frasco de 3000 mg em 30 mL ou 6000 mg em 60 mL): 1 gota ≈ 2,2 mg
  • Óleo 50 mg/mL (frasco de 1500 mg em 30 mL): 1 gota ≈ 1,1 mg

Exemplo prático 1: criança de 15 kg em titulação inicial

Dose alvo: 5 mg/kg/dia → 75 mg/dia totais.

  • Em óleo 100 mg/mL: 75 ÷ 100 = 0,75 mL/dia ≈ 34 gotas/dia (17 + 17, dividido em duas tomadas)
  • Em óleo 200 mg/mL: 75 ÷ 200 = 0,375 mL/dia ≈ 17 gotas/dia (8 + 9 ou 9 + 8)

Exemplo prático 2: criança de 20 kg em dose de manutenção

Dose alvo: 15 mg/kg/dia → 300 mg/dia totais.

  • Em óleo 200 mg/mL: 300 ÷ 200 = 1,5 mL/dia ≈ 68 gotas/dia (34 + 34)

Exemplo prático 3: adulto em dose de manutenção

Dose alvo: 200 mg/dia.

  • Em óleo 200 mg/mL: 200 ÷ 200 = 1 mL/dia ≈ 45 gotas/dia (22 + 23)
⚠️ Atenção à concentração: dois frascos com a “mesma marca” mas concentrações diferentes mudam completamente o número de gotas. Antes de cada nova compra, confira o rótulo (mg totais e mL totais) e refaça o cálculo se a concentração mudou.

O que dizem os estudos sobre dose de canabidiol em epilepsia

Síndrome de Dravet — Devinsky et al. (2017), New England Journal of Medicine
RCT duplo-cego, N=120 crianças e jovens. CBD na dose de 20 mg/kg/dia reduziu a frequência mediana de crises convulsivas de 12,4 para 5,9 por mês (vs queda de 14,9 para 14,1 no placebo). 5% dos pacientes ficaram livres de crises com CBD, contra 0% no placebo[1].
Síndrome de Lennox-Gastaut — Devinsky et al. (2018) e Thiele et al. (2018)
Em dois RCTs, CBD na dose de 20 mg/kg/dia reduziu crises de queda em 41,9% a 43,9% (vs 17,2% a 21,8% no placebo). A dose de 10 mg/kg/dia também foi eficaz, com redução de 37,2%[2][3].
Complexo Esclerose Tuberosa — Thiele et al. (2021), JAMA Neurology
RCT, N=224. CBD nas doses de 25 e 50 mg/kg/dia reduziu crises em 48,6% e 47,5%, respectivamente, contra 26,5% no placebo[4]. Como as duas doses tiveram resposta semelhante, a tendência clínica é trabalhar com a menor (25 mg/kg/dia) para reduzir efeitos adversos.
Programa de acesso expandido — Szaflarski et al. (2018), Epilepsia
N=607 pacientes com epilepsia refratária. Redução média de 51% nas crises após 12 semanas, com benefício sustentado até 96 semanas. Boa tolerabilidade no longo prazo[5].

Esses estudos foram conduzidos majoritariamente com CBD purificado farmacêutico (Epidiolex). Na prática clínica brasileira, é comum o uso de óleos Full Spectrum autorizados pela Anvisa, em que o efeito entourage de outros canabinoides em microdoses pode permitir respostas semelhantes em doses um pouco menores — algo que o médico avalia caso a caso.

Como funciona a titulação na prática

A titulação é o processo de subir a dose lentamente até encontrar o ponto em que o paciente tem o melhor controle de crises com a menor dose possível e sem efeitos adversos relevantes. Em epilepsia, esse processo costuma seguir um padrão:

Semana 1–2: dose inicial

Geralmente 2,5 a 5 mg/kg/dia em crianças, ou 25–50 mg/dia totais em adultos. Tomadas divididas em 2 a 3 vezes ao dia (manhã, tarde, noite). O objetivo dessa fase é avaliar tolerabilidade — sonolência, alteração de apetite, possíveis efeitos gastrointestinais.

Semana 3–6: aumento progressivo

O médico aumenta a dose a cada 5–7 dias, geralmente em incrementos de 2,5 a 5 mg/kg/dia (ou 25–50 mg em adultos), até a dose-alvo definida no plano terapêutico. Aumentos rápidos demais aumentam risco de efeitos adversos sem ganho clínico extra.

Semana 6–12: ajuste fino

Avaliação da frequência e intensidade das crises, comparada ao período pré-tratamento (idealmente registrado em um diário de crises). Se a resposta for parcial, o médico pode aumentar mais até o teto terapêutico ou ajustar medicações concomitantes. Para entender o tempo realista de resposta, veja em quanto tempo o canabidiol começa a reduzir as crises epilépticas.

Um padrão observado com frequência na prática clínica: famílias que esperam resposta nos primeiros dias se frustram. As que entendem que a titulação leva 2 a 3 meses para atingir o platô terapêutico tendem a manter o tratamento e ver os melhores resultados.

Cuidados específicos: interações medicamentosas

Pacientes com epilepsia em tratamento com CBD quase sempre estão usando outros anticonvulsivantes, e algumas dessas combinações exigem atenção especial:

  • Clobazam: o CBD aumenta significativamente os níveis de N-desmetilclobazam (metabólito ativo do clobazam), o que pode potencializar tanto eficácia quanto efeitos sedativos. Frequentemente é necessário reduzir a dose do clobazam durante a titulação do CBD[6].
  • Valproato: em altas doses combinadas, pode haver elevação de enzimas hepáticas — o monitoramento laboratorial é importante.
  • Topiramato: também pode ter níveis alterados pela coadministração com CBD, exigindo acompanhamento.

Esse tema é detalhado em canabidiol e anticonvulsivantes: interações com clobazam, valproato e topiramato.

⚠️ Nunca interrompa o CBD abruptamente em um paciente com epilepsia. A retirada brusca pode aumentar o risco de crises. Qualquer suspensão ou mudança de produto deve ser feita com supervisão médica e desmame gradual.

Produtos de referência e custo mensal estimado

Existem muitos medicamentos à base de Cannabis medicinal disponíveis no mercado. Os produtos citados neste artigo são mencionados como parâmetro ilustrativo de composição e faixa de preço — não constituem recomendação de compra. A escolha do medicamento, da dose e da via de acesso é sempre definida pelo médico prescritor com base no quadro clínico individual do paciente. As opções a seguir servem para comparar composição e custo; o medicamento adequado — inclusive quando a resposta clínica exige outro espectro de canabinoides ou um produto farmacêutico padronizado como o Epidiolex — é definido pelo médico com base na sua condição e evolução.

MarcaProdutoConcentraçãoPreço
CannavivaFull Spectrum CBD 6000 mg / 30 mL200 mg/mLR$ 350
cbdMDFull Spectrum CBD 6000 mg + THC 60 mg / 30 mL200 mg/mLR$ 377
Canna RiverFull Spectrum Classic 6000 mg / 60 mL100 mg/mLR$ 390
Lazarus NaturalsFull Spectrum 1500 mg / 30 mL50 mg/mLR$ 156
Canna RiverFull Spectrum Classic 1500 mg / 15 mL100 mg/mLR$ 104
ASPAEC (associação)Óleo Full Spectrum (taxa associativa)variávelR$ 30

Custo mensal estimado por dose (referência: Cannaviva 6000 mg / R$ 350)

Dose diáriaGotas/dia (200 mg/mL)Duração do frascoCusto mensal estimado
50 mg/dia~11 gotas~120 dias~R$ 88
100 mg/dia~23 gotas~60 dias~R$ 175
200 mg/dia~45 gotas~30 dias~R$ 350
300 mg/dia~68 gotas~20 dias~R$ 525

Para doses pediátricas altas (15–20 mg/kg/dia), pode ser necessário mais de um frasco por mês, e o custo escala proporcionalmente. Em casos de epilepsia refratária com necessidade de doses elevadas, pode valer comparar o custo com o acesso ao Epidiolex (CBD purificado farmacêutico aprovado pela FDA e disponível por importação no Brasil), tema aprofundado em canabidiol para epilepsia refratária: o que diz a ciência.

Perguntas Frequentes

Qual a dose inicial de canabidiol para epilepsia em crianças?

A dose inicial pediátrica costuma ser de 2,5 a 5 mg/kg/dia, dividida em 2 ou 3 tomadas. O médico aumenta gradualmente ao longo de semanas, geralmente até a faixa de manutenção de 10 a 20 mg/kg/dia, conforme resposta e tolerabilidade.

Qual a dose máxima de canabidiol nos estudos de epilepsia?

Nos estudos com Síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut, a dose máxima testada foi de 20 mg/kg/dia. No estudo de Complexo Esclerose Tuberosa, foram testadas doses de até 50 mg/kg/dia, mas a resposta com 25 mg/kg/dia foi semelhante, então 25 mg/kg/dia tende a ser o teto prático na maior parte dos casos.

Como converter mg/kg em gotas de canabidiol?

Multiplique o peso pelo mg/kg/dia para obter a dose total em mg. Divida pela concentração do óleo (mg/mL) para obter mL/dia. Multiplique por 45 para converter em gotas/dia. Exemplo: criança de 20 kg × 10 mg/kg = 200 mg/dia; em óleo 200 mg/mL = 1 mL = 45 gotas/dia.

Quantas gotas de CBD por dia para um adulto com epilepsia?

Depende da dose alvo e da concentração do óleo. Em um adulto na dose de manutenção de 200 mg/dia usando óleo 200 mg/mL, são cerca de 45 gotas/dia (divididas em 2 a 3 tomadas). Para detalhes, veja o artigo quantas gotas de CBD por dia para epilepsia.

A dose de canabidiol é diferente para Dravet e Lennox-Gastaut?

Não há diferença substancial na faixa de dose: ambos os estudos com Epidiolex usaram 10 a 20 mg/kg/dia, com bons resultados. A escolha entre 10 ou 20 mg/kg/dia depende da resposta individual, tolerabilidade e medicações concomitantes.

Posso aumentar a dose de canabidiol por conta própria se as crises não pararem?

Não. Aumentos de dose devem ser feitos apenas com orientação médica. Subir rápido demais aumenta risco de sonolência, alteração de apetite e elevação de enzimas hepáticas, sem ganho proporcional de eficácia. A titulação correta é gradual.

Quanto tempo leva para a dose de manutenção fazer efeito?

A maioria dos pacientes só percebe redução clara de crises após 4 a 12 semanas, quando a dose-alvo é atingida e o organismo se estabiliza. Esperar resultado na primeira semana é uma das principais causas de abandono prematuro do tratamento.

O canabidiol substitui os anticonvulsivantes?

Na grande maioria dos casos de epilepsia refratária, o CBD é usado como terapia adjuvante — ou seja, somado aos anticonvulsivantes existentes. A redução ou retirada de outros antiepilépticos pode ser considerada pelo médico quando há boa resposta sustentada, sempre com desmame gradual.

Existe risco de crise de rebote se eu interromper o canabidiol?

Sim, especialmente em pacientes que respondem bem ao CBD. Interromper de forma abrupta pode aumentar a frequência de crises. Qualquer suspensão deve ser feita com supervisão médica e redução gradual da dose.

Full Spectrum ou isolado: faz diferença na dose para epilepsia?

Os estudos clínicos clássicos foram feitos com CBD purificado (Epidiolex). Na prática brasileira, óleos Full Spectrum autorizados pela Anvisa são amplamente utilizados, e o efeito entourage pode permitir respostas semelhantes em doses um pouco menores. A escolha entre Full Spectrum, Broad Spectrum ou isolado é definida pelo médico, considerando o quadro clínico, a presença ou não de THC e o objetivo terapêutico.

Qual o custo mensal médio do tratamento com canabidiol para epilepsia?

Para um adulto em dose de 100–200 mg/dia com Full Spectrum 6000 mg, o custo mensal estimado fica entre R$ 175 e R$ 350. Para crianças em doses pediátricas altas (15–20 mg/kg/dia), o custo pode ser maior, podendo exigir mais de um frasco por mês.

O canabidiol funciona em crises de ausência?

A evidência científica mais robusta é em epilepsias refratárias graves (Dravet, Lennox-Gastaut, Complexo Esclerose Tuberosa). Para crises de ausência típicas, o uso ainda é menos estudado, e a indicação depende de avaliação médica caso a caso. Para o panorama geral, veja o guia completo sobre canabidiol e epilepsia.

Como a Fito Canábica Apoia Famílias e Pacientes com Epilepsia

Encontrar a dose certa de canabidiol em epilepsia é um processo que exige tempo, paciência e acompanhamento médico próximo. A Fito Canábica oferece:

  • Conexão com médicos prescritores experientes em epilepsia e Cannabis medicinal — como Victoria Taveira, Clara Calabrich, Diego Araldi e Nathalie Vestarp
  • Consulta online a partir de R$ 180
  • Orientação completa sobre autorização Anvisa (RDC 660) e importação de produtos com bom custo-benefício
  • Acompanhamento farmacêutico durante a titulação
  • Suporte por WhatsApp para dúvidas no dia a dia do tratamento
  • Consultas de retorno periódicas para ajuste fino de dose

O tratamento com canabidiol é um tratamento sério que requer atenção profissional especializada. O melhor caminho começa pela consulta com um médico qualificado em prescrição de cannabis medicinal, preferencialmente com experiência em epilepsia. O médico avalia o caso, define o produto e a dose-alvo, e emite a receita. Depois disso, o paciente faz a aquisição do medicamento e inicia o tratamento conforme orientação médica. Existem caminhos que facilitam essa jornada: a Fito Canábica conecta pacientes a médicos prescritores qualificados, com consulta a partir de R$ 180.

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Sobre o autor
Dr. Fabrício Pamplona é farmacologista e pesquisador brasileiro, Doutor em Psicofarmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo Instituto Max Planck de Psiquiatria (Munique, Alemanha). Dedica-se há mais de 20 anos ao estudo do sistema endocanabinoide e ao desenvolvimento de terapias à base de Cannabis medicinal. Autor de mais de 50 artigos científicos publicados em revistas internacionais, é sócio da Fito Canábica e atua traduzindo a ciência da Cannabis para a prática clínica com linguagem acessível, responsabilidade e foco no paciente.

Publicado em:  ·  Atualizado em:

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica. O uso de Cannabis medicinal requer avaliação e prescrição de médico habilitado. Procure um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer tratamento.

Referências

  1. Devinsky O, Cross JH, Laux L, et al. Trial of Cannabidiol for Drug-Resistant Seizures in the Dravet Syndrome. N Engl J Med. 2017;376(21):2011-2020. doi:10.1056/NEJMoa1611618
  2. Devinsky O, Patel AD, Cross JH, et al. Effect of Cannabidiol on Drop Seizures in the Lennox-Gastaut Syndrome. N Engl J Med. 2018;378(20):1888-1897. doi:10.1056/NEJMoa1714631
  3. Thiele EA, Marsh ED, French JA, et al. Cannabidiol in patients with seizures associated with Lennox-Gastaut syndrome (GWPCARE4). Lancet. 2018;391(10125):1085-1096. doi:10.1016/S0140-6736(18)30136-3
  4. Thiele EA, Bebin EM, Bhathal H, et al. Add-on Cannabidiol Treatment for Drug-Resistant Seizures in Tuberous Sclerosis Complex. JAMA Neurol. 2021;78(3):285-292. doi:10.1001/jamaneurol.2020.4607
  5. Szaflarski JP, Bebin EM, Comi AM, et al. Long-term safety and treatment effects of cannabidiol in children and adults with treatment-resistant epilepsies. Epilepsia. 2018;59(8):1540-1548. doi:10.1111/epi.14477
  6. Gaston TE, Bebin EM, Cutter GR, Liu Y, Szaflarski JP. Interactions between cannabidiol and commonly used antiepileptic drugs. Epilepsia. 2017;58(9):1586-1592. doi:10.1111/epi.13852
  7. World Health Organization. Cannabidiol (CBD) Critical Review Report. WHO Expert Committee on Drug Dependence — 40th Meeting, 2018.
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