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Canabidiol para Epilepsia Refratária: O que Diz a Ciência

Para famílias que convivem com epilepsia refratária — também chamada de epilepsia farmacorresistente —, a busca por uma alternativa que funcione costuma ser longa e exaustiva. Quando duas, três ou quatro medicações antiepilépticas não controlam as crises, o canabidiol (CBD) entra na conversa como uma das opções com melhor evidência científica das últimas décadas.

Este artigo reúne, de forma honesta e estruturada, o que os principais ensaios clínicos randomizados (RCTs) mostram sobre o uso do canabidiol em epilepsias refratárias como a Síndrome de Dravet, a Síndrome de Lennox-Gastaut e o Complexo da Esclerose Tuberosa — e o que esperar, de forma realista, ao iniciar o tratamento.

⚠️ Aviso importante: O canabidiol no tratamento de epilepsia refratária é um tratamento médico sério, com prescrição obrigatória, monitoramento clínico e ajuste cuidadoso de dose. Nunca inicie, modifique ou interrompa o uso por conta própria.

Agende sua consulta com os médicos prescritores da Fito Canábica →

A Resposta Direta: o canabidiol funciona para epilepsia refratária?

Sim, há evidência científica robusta — incluindo ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo publicados em periódicos como New England Journal of Medicine, The Lancet e JAMA Neurology — de que o canabidiol reduz significativamente a frequência de crises em pacientes com epilepsias refratárias específicas.

Os principais achados consolidados pela literatura são:

  • Síndrome de Dravet (Devinsky et al., 2017, NEJM): redução da mediana de crises convulsivas de 12,4 para 5,9 por mês com CBD, vs. queda de 14,9 para 14,1 no grupo placebo. 5% dos pacientes ficaram livres de crises com CBD.
  • Síndrome de Lennox-Gastaut (Devinsky 2018; Thiele 2018): redução de 41,9% a 43,9% nas crises de queda com CBD 20mg/kg/dia, vs. 17–22% no placebo.
  • Complexo da Esclerose Tuberosa (Thiele et al., 2021, JAMA Neurology): redução de aproximadamente 48% nas crises com CBD, vs. 26,5% no placebo.
  • Programa de Acesso Expandido (Szaflarski et al., 2018): em 607 pacientes com epilepsia refratária ampla, redução média de 51% nas crises após 12 semanas, sustentada até 96 semanas.
Em síntese: o canabidiol não cura a epilepsia, mas em uma parcela significativa dos pacientes refratários ele reduz a frequência e a intensidade das crises a ponto de transformar a rotina da família — com perfil de segurança favorável para uso a longo prazo.

O que é epilepsia refratária e quem é candidato ao tratamento

A Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE) define epilepsia refratária — ou farmacorresistente — como aquela que persiste apesar do uso adequado de pelo menos dois medicamentos antiepilépticos, em doses e tempos apropriados, sem alcançar controle das crises. Estima-se que cerca de um terço dos pacientes com epilepsia se enquadre nesse perfil.

Dentro desse grupo, alguns quadros têm evidência mais robusta para uso do canabidiol:

  • Síndrome de Dravet — encefalopatia epiléptica grave de início na infância, geralmente associada à mutação no gene SCN1A.
  • Síndrome de Lennox-Gastaut — caracterizada por múltiplos tipos de crise, incluindo crises de queda (drop attacks) que aumentam o risco de lesão.
  • Complexo da Esclerose Tuberosa — doença genética com tubérculos cerebrais que provocam epilepsia frequentemente refratária.
  • Outras encefalopatias epilépticas e epilepsias focais refratárias — onde o CBD é adicionado como terapia coadjuvante (add-on).

Para um panorama completo da indicação do CBD em epilepsia, recomendamos a leitura do nosso guia completo sobre canabidiol e epilepsia.

Como o canabidiol atua no cérebro epiléptico

O canabidiol é um fitocanabinoide que atua por múltiplos mecanismos relevantes para o controle de crises. Ao contrário dos antiepilépticos tradicionais (que costumam atuar em um ou dois alvos), o CBD modula vários sistemas simultaneamente.

“O canabidiol não age como os antiepilépticos clássicos. Ele modula receptores TRPV1, GPR55, adenosina A1, serotonina 5-HT1A e o sistema endocanabinoide indiretamente. Essa ação multimodal explica por que pacientes que não respondem a medicações convencionais podem responder ao CBD — são caminhos farmacológicos diferentes.” — Dr. Fabrício Pamplona

Esse mecanismo distinto também ajuda a entender por que o CBD pode complementar o tratamento existente: ele atua em frentes não cobertas pelos anticonvulsivantes tradicionais, somando-se ao arsenal terapêutico.

O que dizem os principais estudos clínicos

A evidência sobre canabidiol em epilepsia refratária é uma das mais robustas dentro da pesquisa em Cannabis medicinal. Aqui estão os ensaios clínicos randomizados que mudaram a prática.

Devinsky et al. (2017) — Síndrome de Dravet
New England Journal of Medicine
RCT duplo-cego, controlado por placebo, com 120 crianças e jovens com Síndrome de Dravet. O CBD reduziu a frequência mediana de crises convulsivas de 12,4 para 5,9 por mês (vs. 14,9 → 14,1 no placebo). 5% dos pacientes em CBD ficaram livres de crises (vs. 0% no placebo).
Devinsky et al. (2018) — Lennox-Gastaut (GWPCARE3)
New England Journal of Medicine
RCT com 225 pacientes. CBD na dose de 20mg/kg/dia reduziu crises de queda (drop seizures) em 41,9%, vs. 17,2% no placebo. A dose de 10mg/kg/dia produziu redução de 37,2%, mostrando relação dose-resposta.
Thiele et al. (2018) — Lennox-Gastaut (GWPCARE4)
The Lancet
RCT fase 3 com 171 pacientes. CBD 20mg/kg/dia reduziu a mediana de crises de queda em 43,9%, vs. 21,8% no placebo, ao longo de 14 semanas — confirmando os resultados anteriores em uma coorte independente.
Thiele et al. (2021) — Esclerose Tuberosa (GWPCARE6)
JAMA Neurology
RCT com 224 pacientes com Complexo da Esclerose Tuberosa. Redução mediana de crises de 48,6% (CBD 25mg/kg/dia) e 47,5% (CBD 50mg/kg/dia), vs. 26,5% no placebo.
Szaflarski et al. (2018) — Programa de Acesso Expandido
Epilepsia
Estudo aberto com 607 pacientes com epilepsia refratária ampla (não apenas Dravet/LGS). Redução média de 51% nas crises após 12 semanas, com efeito sustentado até 96 semanas. Boa tolerabilidade a longo prazo.

Para se aprofundar especificamente em Dravet e Lennox-Gastaut, leia também: canabidiol para Síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut. Para uma análise honesta de até onde a evidência vai, veja canabidiol funciona mesmo para epilepsia refratária?.

Aplicação prática: dose, tempo e expectativas reais

Doses estudadas vs. doses praticadas

Nos ensaios clínicos do Epidiolex, a dose-alvo eficaz foi de 10 a 25 mg/kg/dia (esclerose tuberosa chegou a 50 mg/kg/dia). Essas doses são pensadas pelo médico em mg/kg, mas chegam ao paciente em mg totais e gotas.

Na prática clínica brasileira, com óleos Full Spectrum, os médicos costumam iniciar mais baixo e titular gradualmente, monitorando resposta e efeitos. Para uma análise detalhada de conversão entre mg/kg, mg totais e gotas, veja o artigo dedicado: dose de canabidiol para epilepsia: guia completo.

Importante sobre dose: a titulação em epilepsia refratária é gradual — geralmente ao longo de semanas — para identificar a dose mínima eficaz, observar efeitos colaterais e ajustar interações com outros antiepilépticos. Apenas o médico prescritor define a velocidade de titulação adequada para cada caso.

Em quanto tempo aparece a redução das crises

Não há um tempo único. Nos estudos, a redução de crises foi avaliada em janelas de 12 a 14 semanas. Na prática clínica, alguns pacientes apresentam melhora perceptível nas primeiras semanas; outros precisam de dois a três meses de titulação até atingir a dose-alvo. Não há cronologia precisa estabelecida que se aplique a todos os pacientes — a resposta é individual.

Interações com antiepilépticos: o ponto mais crítico

O canabidiol interage com fármacos comumente usados em epilepsia refratária, especialmente clobazam. Gaston et al. (2017, Epilepsia) documentaram aumento clinicamente relevante do metabólito ativo N-desmetilclobazam quando o CBD é adicionado, exigindo monitoramento e, frequentemente, redução da dose do clobazam.

Outras interações relevantes incluem ácido valproico (com possível elevação de transaminases hepáticas em uso conjunto) e topiramato. Por isso, a titulação do CBD em epilepsia obriga acompanhamento médico próximo e, em muitos casos, exames laboratoriais periódicos.

Espectro: Full Spectrum, Broad ou Isolado?

Os ensaios clínicos do Epidiolex usaram CBD purificado (isolado). Já a prática clínica brasileira utiliza com frequência óleos Full Spectrum, com base na hipótese do efeito entourage e em relatos de eficácia clínica. A escolha depende do perfil do paciente, da tolerância ao THC residual e da decisão do médico prescritor — discutimos isso em detalhe no artigo Epidiolex vs. óleos Full Spectrum para epilepsia.

Perfil de segurança

O canabidiol tem perfil de segurança favorável — a OMS (2018, Critical Review Report) destaca ausência de potencial de abuso, ausência de overdose letal documentada e boa tolerabilidade. Os efeitos colaterais mais comuns nos estudos foram sonolência, diarreia, redução de apetite e elevação de transaminases (esta última principalmente em coadministração com valproato).

São efeitos geralmente leves, transitórios e dose-dependentes — quando aparecem, normalmente sinalizam necessidade de ajuste de dose, não de interrupção do tratamento.

Custo do tratamento e produtos de referência

O custo mensal varia conforme dose prescrita, peso do paciente e produto escolhido. Para uma criança de 20 kg em dose-alvo de 10 mg/kg/dia (200 mg/dia), um frasco Full Spectrum 6000mg/30mL (200mg/mL) duraria aproximadamente 30 dias.

Produto de referênciaConcentraçãoPreço
Cannaviva Full Spectrum 6000mg6000mg / 30mL (200mg/mL)R$ 350
cbdMD Full Spectrum 6000mg6000mg / 30mL (200mg/mL)R$ 377
Canna River Full Spectrum 6000mg6000mg / 60mL (100mg/mL)R$ 390
Lazarus Naturals Full Spectrum 1500mg1500mg / 30mL (50mg/mL)R$ 156
ASPAEC (associação, taxa)Variável~R$ 30/mês

Existem muitos medicamentos à base de Cannabis medicinal disponíveis no mercado. Os produtos citados neste artigo são mencionados como parâmetro ilustrativo de composição e faixa de preço — não constituem recomendação de compra. A escolha do medicamento, da dose e da via de acesso é sempre definida pelo médico prescritor com base no quadro clínico individual do paciente.

As opções acima servem para comparar composição e custo. O medicamento adequado — inclusive quando a resposta clínica exige outro perfil de canabinoides ou outra concentração — é sempre definido pelo médico com base na condição e na evolução do tratamento.

Perguntas Frequentes

Canabidiol cura a epilepsia refratária?

Não. O canabidiol não cura a epilepsia. Os estudos mostram redução significativa da frequência de crises em parte dos pacientes — em alguns casos, alguns pacientes ficam livres de crises (5% no estudo de Dravet de Devinsky 2017). O objetivo terapêutico é controle de crises e melhora da qualidade de vida, não cura.

Quanto tempo leva para o canabidiol começar a reduzir as crises?

Não há cronologia precisa estabelecida. Nos ensaios clínicos, a redução de crises foi avaliada em janelas de 12 a 14 semanas. Na prática, alguns pacientes apresentam melhora nas primeiras semanas, enquanto outros precisam de dois a três meses de titulação. A resposta é individual e requer paciência durante a titulação.

Canabidiol substitui os medicamentos antiepilépticos?

Em geral, não. Os ensaios clínicos avaliaram o CBD como terapia add-on (adicional) aos antiepilépticos existentes, não como substituto. Eventualmente, conforme a resposta, o médico pode reduzir doses de outros medicamentos — mas qualquer alteração precisa ser conduzida com supervisão especializada.

O canabidiol pode interagir com clobazam e outros antiepilépticos?

Sim, e essa é uma das interações mais bem documentadas. Gaston et al. (2017) mostraram que o CBD aumenta os níveis do metabólito ativo do clobazam (N-desmetilclobazam), o que pode potencializar tanto o efeito quanto eventuais efeitos colaterais. O uso conjunto é possível, mas exige ajuste de dose e monitoramento.

Canabidiol funciona para Síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut?

Sim — são justamente as duas condições com a evidência mais robusta. RCTs publicados no NEJM e The Lancet demonstraram redução significativa de crises em ambas as síndromes. Foi com base nessa evidência que o Epidiolex obteve aprovação do FDA e, posteriormente, registro na Anvisa.

Qual é a dose de canabidiol usada em epilepsia refratária?

Nos ensaios clínicos, a dose-alvo eficaz variou de 10 a 25 mg/kg/dia (até 50 mg/kg/dia em esclerose tuberosa). Na prática brasileira com óleos Full Spectrum, a titulação costuma ser mais gradual. A dose precisa é definida individualmente pelo médico — para uma análise detalhada, veja nosso guia específico de dose.

Canabidiol é seguro para crianças com epilepsia?

Sim, dentro do contexto clínico estudado. Os RCTs incluíram crianças, e a OMS (2018) reconhece o perfil favorável de segurança do CBD. Os efeitos colaterais mais comuns são sonolência, diarreia e redução de apetite — geralmente leves, transitórios e dose-dependentes. Monitoramento periódico é recomendado, especialmente quando há uso concomitante com valproato.

Pode interromper o canabidiol abruptamente?

Não é recomendado. Em pacientes com epilepsia, a interrupção abrupta de qualquer medicação anticonvulsivante pode aumentar o risco de crises, incluindo retorno do quadro. Qualquer ajuste — para reduzir, suspender ou trocar — deve ser feito de forma gradual e sempre com orientação médica.

Full Spectrum ou isolado: qual é melhor para epilepsia?

Os ensaios clínicos do Epidiolex usaram CBD purificado (isolado). Na prática brasileira, óleos Full Spectrum são amplamente utilizados, com base no efeito entourage e em experiência clínica. A escolha depende do perfil do paciente e da decisão do médico prescritor — não há resposta universal.

O canabidiol é aceito como tratamento de epilepsia pela ANVISA?

Sim. O Epidiolex tem registro pela ANVISA para epilepsias refratárias específicas. Além disso, produtos à base de CBD podem ser acessados via RDC 660 (importação com autorização ANVISA) ou via associações de pacientes — sempre com prescrição médica.

Qual o custo mensal do tratamento com canabidiol para epilepsia?

Varia conforme dose, peso do paciente e produto. Para uma criança de 20 kg em dose de 10 mg/kg/dia, um frasco Full Spectrum 6000mg/30mL (~R$ 350–390) dura aproximadamente um mês. Em pacientes com doses mais altas ou maior peso, o custo mensal aumenta proporcionalmente. Associações representam alternativa de acesso a custos significativamente menores.

Canabidiol funciona para epilepsias que não são Dravet nem Lennox-Gastaut?

Há evidência menos robusta, mas relevante. O estudo de Szaflarski et al. (2018) com 607 pacientes refratários de diversos diagnósticos mostrou redução média de 51% nas crises em 12 semanas. Para esclerose tuberosa, há RCT específico (Thiele 2021). Em outras epilepsias refratárias, o uso é considerado caso a caso pelo médico.

Como a Fito Canábica apoia famílias com epilepsia refratária

  • Conexão com médicos prescritores experientes — profissionais como Victoria Taveira, Clara Calabrich, Diego Araldi e Nathalie Vestarp, com prática em Cannabis medicinal e familiaridade com casos de epilepsia.
  • Consulta a partir de R$ 180, no formato online, com avaliação completa do quadro e da medicação atual.
  • Orientação sobre acesso — autorização ANVISA via RDC 660, importação, associações de pacientes ou produtos nacionais, conforme o caso.
  • Acompanhamento farmacêutico durante a titulação, com suporte para dúvidas no WhatsApp.
  • Consultas de retorno periódicas para ajustar dose, monitorar interações e avaliar resposta clínica.

O tratamento com canabidiol é um tratamento sério que requer atenção profissional especializada. O melhor caminho começa pela consulta com um médico qualificado em prescrição de Cannabis medicinal, preferencialmente com experiência em epilepsia. O médico avalia o caso, define o produto e a dose-alvo, e emite a receita. Depois disso, o paciente faz a aquisição do medicamento e inicia o tratamento conforme orientação médica. Existem caminhos que facilitam essa jornada: a Fito Canábica conecta pacientes a médicos prescritores qualificados, com consulta a partir de R$ 180.

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Sobre o autor

Dr. Fabrício Pamplona é farmacologista e pesquisador brasileiro, Doutor em Psicofarmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo Instituto Max Planck de Psiquiatria (Munique, Alemanha). Dedica-se há mais de 20 anos ao estudo do sistema endocanabinoide e ao desenvolvimento de terapias à base de Cannabis medicinal. Autor de mais de 50 artigos científicos publicados em revistas internacionais, é sócio da Fito Canábica e atua traduzindo a ciência da Cannabis para a prática clínica com linguagem acessível, responsabilidade e foco no paciente.

Publicado em:  ·  Atualizado em:

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica. O uso de Cannabis medicinal requer avaliação e prescrição de médico habilitado. Procure um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer tratamento.

Referências:

  1. Devinsky O, Cross JH, Laux L, et al. Trial of Cannabidiol for Drug-Resistant Seizures in the Dravet Syndrome. N Engl J Med. 2017;376(21):2011-2020. DOI: 10.1056/NEJMoa1611618.
  2. Devinsky O, Patel AD, Cross JH, et al. Effect of Cannabidiol on Drop Seizures in the Lennox-Gastaut Syndrome. N Engl J Med. 2018;378(20):1888-1897. DOI: 10.1056/NEJMoa1714631.
  3. Thiele EA, Marsh ED, French JA, et al. Cannabidiol in patients with seizures associated with Lennox-Gastaut syndrome (GWPCARE4): a randomised, double-blind, placebo-controlled phase 3 trial. The Lancet. 2018;391(10125):1085-1096. DOI: 10.1016/S0140-6736(18)30136-3.
  4. Thiele EA, Bebin EM, Bhathal H, et al. Add-on Cannabidiol Treatment for Drug-Resistant Seizures in Tuberous Sclerosis Complex: A Placebo-Controlled Randomized Clinical Trial. JAMA Neurol. 2021;78(3):285-292. DOI: 10.1001/jamaneurol.2020.4607.
  5. Szaflarski JP, Bebin EM, Comi AM, et al. Long-term safety and treatment effects of cannabidiol in children and adults with treatment-resistant epilepsies: Expanded access program results. Epilepsia. 2018;59(8):1540-1548. DOI: 10.1111/epi.14477.
  6. Gaston TE, Bebin EM, Cutter GR, Liu Y, Szaflarski JP. Interactions between cannabidiol and commonly used antiepileptic drugs. Epilepsia. 2017;58(9):1586-1592. DOI: 10.1111/epi.13852.
  7. World Health Organization. Cannabidiol (CBD) Critical Review Report. WHO Expert Committee on Drug Dependence — 40th Meeting, 2018.
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