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Quais Subtipos de Esclerose Múltipla Respondem Melhor ao Canabidiol?

Esclerose múltipla não é uma doença única. Ela se manifesta em formas distintas — com surtos, sem surtos, com progressão gradual — e cada subtipo impõe desafios clínicos diferentes. Quando a pergunta é “o canabidiol funciona na minha esclerose?”, a resposta honesta é: depende do subtipo e do sintoma que você quer tratar. Este artigo organiza o que a ciência sabe sobre cada forma da EM e como os canabinoides se encaixam em cada cenário.

⚠️ Aviso importante: Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica. O tratamento da esclerose múltipla — incluindo o uso de Cannabis medicinal — exige acompanhamento de neurologista habilitado. Se você tem EM e considera o canabidiol, o primeiro passo é uma consulta especializada.

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A Resposta Direta: O Canabidiol Funciona em Todos os Tipos de EM?

Sim, com uma ressalva importante: a evidência clínica mais robusta refere-se ao controle de sintomas — especialmente espasticidade e dor neuropática — e não à modificação do curso da doença em nenhum subtipo. Nenhum estudo clínico em humanos demonstrou até hoje que canabinoides reduzem a progressão da EM.

Dito isso, o benefício sintomático existe em todos os subtipos, com diferenças de intensidade e foco:

Em resumo:
  • EMRR (surto-remissão): maior benefício observado em espasticidade, dor, sono e qualidade de vida — é o subtipo mais estudado.
  • EMSP (secundária progressiva): benefício semelhante para espasticidade e dor, com atenção especial à fadiga e sintomas vesicais.
  • EMPP (primária progressiva): menos estudado especificamente; benefício sintomático provável, mas evidências mais limitadas.
  • Em todos os subtipos, a combinação CBD:THC (perfil do nabiximols/Sativex) apresenta evidência clínica mais sólida para espasticidade do que o CBD isolado.

Os Três Subtipos de EM e o que os Diferencia

Entender os subtipos é essencial para entender por que a resposta ao canabidiol pode variar:

Esclerose Múltipla Remitente-Recorrente (EMRR)
Representa cerca de 85% dos diagnósticos iniciais. Caracteriza-se por surtos (episódios agudos de piora neurológica) seguidos de remissão parcial ou total. Entre os surtos, a doença não progride de forma contínua. Nesse subtipo, espasticidade e dor aparecem frequentemente durante e após os surtos, e o perfil inflamatório ativo é um fator central.
Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP)
Evolução natural de muitos casos de EMRR após anos de doença. A remissão perde força e instala-se uma piora gradual, com ou sem surtos sobrepostos. A espasticidade tende a ser mais intensa e persistente; fadiga crônica e disfunção vesical são muito prevalentes.
Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP)
Representa cerca de 10-15% dos casos. Não há surtos desde o início — há progressão contínua desde o diagnóstico. Acúmulo de incapacidade é mais previsível. Espasticidade e dificuldades motoras são centrais desde o início; o perfil neurológico é frequentemente mais grave.

O que Dizem os Estudos — por Subtipo e Sintoma

Espasticidade: onde a evidência é mais sólida

A maior parte das evidências clínicas com canabinoides na EM foi obtida em estudos que incluíam principalmente pacientes com EMRR e EMSP — os dois subtipos com espasticidade mais documentada e mais frequentemente recrutados em ensaios.

Novotna et al. (2011) — European Journal of Neurology
RCT com 572 pacientes com espasticidade refratária. O nabiximols (spray oromucoso CBD:THC 1:1) levou a uma melhora ≥30% na espasticidade em 42% dos pacientes, contra 23% no placebo. Incluía pacientes com EMRR e EMSP. [3]
Markova et al. / SAVANT (2019) — International Journal of Neuroscience
RCT com 191 pacientes. Nabiximols como terapia adjuvante foi superior à otimização de antiespásticos convencionais (baclofeno, tizanidina) em espasticidade resistente da EM. [4]
Patti et al. / SA.FE. (2016) — Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry
Estudo real-world italiano com 1.615 pacientes. Nabiximols efetivo em espasticidade resistente ao tratamento convencional, com perfil de segurança favorável em uso prolongado. [7]

Um ponto crítico: a evidência mais robusta envolve a combinação CBD:THC 1:1 — não o CBD isolado. O estudo de Van de Donk et al. (2019) em dor aguda, por exemplo, encontrou que CBD isolado teve efeito limitado enquanto variedades com THC produziram analgesia mensurável. [13] Isso não significa que o CBD sem THC não tem papel — mas que a escolha do espectro importa, e o médico é quem define.

“Na EM, a espasticidade e a dor neuropática são os dois sintomas com evidência clínica mais consistente de resposta a canabinoides. O perfil CBD:THC equilibrado (como o do nabiximols) tende a ser mais eficaz que o CBD isolado para esses sintomas específicos — o que reforça a importância de uma prescrição individualizada, e não da automedicação com qualquer produto disponível.”

Dr. Fabrício Pamplona, Farmacologista e Pesquisador, Fito Canábica

Dor neuropática: benefício consistente em EMRR e EMSP

Rog et al. (2005) conduziram um RCT com 66 pacientes com dor central neuropática na EM. O extrato de cannabis (CBD:THC) reduziu significativamente a dor e melhorou o sono. [5] Russo et al. (2016) encontraram modulação neurofisiológica da plasticidade cortical com nabiximols, sugerindo mecanismo além do efeito subjetivo analgésico. [6]

EMPP: o subtipo menos estudado especificamente

Os grandes RCTs com nabiximols raramente estratificaram resultados por subtipo — a maioria incluía EMRR e EMSP. Pacientes com EMPP têm sido sub-representados. O que se pode dizer com responsabilidade é que:

  • A espasticidade e a dor neuropática presentes na EMPP têm bases neurobiológicas semelhantes aos outros subtipos;
  • O mecanismo de ação dos canabinoides (modulação do sistema endocanabinoide) não é subtipo-específico;
  • Não há evidência de que a resposta seja pior na EMPP — simplesmente há menos estudos;
  • O médico deve avaliar cada caso individualmente, sem inferência automática de outros subtipos.

Fadiga crônica: evidência ainda limitada, mas relevante

A fadiga é um dos sintomas mais debilitantes da EM — especialmente na EMSP — e frequentemente mal controlada por medicamentos convencionais. A evidência direta de canabinoides na fadiga da EM é limitada, mas estudos observacionais sugerem melhora na qualidade do sono (que contribui para redução da fadiga). A revisão de Torres-Suárez e Márquez-Romero (2023) identificou benefício consistente em distúrbios do sono associados à EM. [11]

Evidência pré-clínica: neuroprotecção — promissora, ainda não transferida ao humano

Mecha et al. (2013) demonstraram que o CBD tem efeitos neuroprotetores e anti-inflamatórios em modelo viral de EM em camundongos, atenuando desmielinização. [9] Kozela et al. (2011) mostraram que o CBD inibiu células T patogênicas e reduziu ativação microglial no modelo EAE (encefalomielite autoimune experimental). [10]

Esses achados são biologicamente relevantes — mas são pré-clínicos. Transferi-los diretamente para afirmações sobre “efeito modificador de doença no humano” seria desonesto com o estado atual da ciência. O CBD pode ter papel neuroprotetor, mas isso precisa ser confirmado em ensaios clínicos controlados em humanos — que ainda não existem com esse foco específico.

Aplicação Prática: O que Muda por Subtipo na Prescrição

Perfil de canabinoide: CBD isolado vs Full Spectrum vs CBD:THC equilibrado

A escolha do produto não deve ser feita com base no subtipo de EM por si só, mas no sintoma predominante e no contexto clínico individual:

Sintoma-alvo principal Perfil canabinoide com evidência Observação
Espasticidade moderada a severa CBD:THC 1:1 (nabiximols/Sativex) ou Full Spectrum com THC Maior evidência clínica é com este perfil
Dor neuropática central CBD:THC (Full Spectrum ou combinado) CBD isolado com evidência limitada para dor aguda
Distúrbios do sono / fadiga Full Spectrum CBD-predominante ou CBD:THC THC pode ajudar na indução do sono
Ansiedade associada / qualidade de vida Full Spectrum CBD-predominante THC em doses altas pode piorar ansiedade

Existem muitos medicamentos à base de Cannabis medicinal disponíveis no mercado. Os produtos citados abaixo são mencionados como parâmetro ilustrativo de composição e faixa de preço — não constituem recomendação de compra. A escolha do medicamento, da dose e da via de acesso é sempre definida pelo médico prescritor com base no quadro clínico individual do paciente.

As opções citadas servem para comparar composição e custo; o medicamento adequado — inclusive quando a resposta clínica exige outro perfil de canabinoides ou maior proporção de THC — é definido pelo médico com base na sua condição e evolução.

Cannaviva Full Spectrum CBD 6000mg / 30mL
R$ 350
200mg/mL. Para controle sintomático geral (ansiedade, sono, dor leve a moderada). A 100mg/dia: ~60 dias por frasco, custo ~R$ 175/mês.
Cannaviva CBD+THC 600mg+600mg / 30mL
R$ 450
Perfil equilibrado CBD:THC. Para espasticidade moderada a severa ou dor neuropática onde o THC é clinicamente indicado. Requer receita médica e autorização ANVISA para importação.
Canna River Pain FS CBD 5000mg + CBG 2500mg / 60mL
R$ 338
Inclui CBG com propriedades analgésicas complementares. Opção para dor crônica e quadros inflamatórios.
cbdMD Full Spectrum CBD 6000mg / 30mL
R$ 377
Alternativa comparável à Cannaviva. 200mg/mL. Custo por mg similar.
Canna River Full Spectrum Classic CBD 6000mg / 60mL
R$ 390
Volume maior (60mL), mesma concentração efetiva. Boa opção para tratamento de longo prazo.

Sobre o Sativex (nabiximols) no Brasil: o nabiximols não está disponível nas farmácias brasileiras de forma rotineira. Seu acesso via ANVISA é possível, mas burocrático. A alternativa prática para pacientes brasileiros que necessitam do perfil CBD:THC equilibrado são os produtos importados via RDC 660 (como o Cannaviva CBD+THC), mediante receita médica e autorização ANVISA — processo que a Fito Canábica orienta.

Faixas de dose: referência geral (a ser individualizada pelo médico)

  • Início: 10–25 mg/dia de CBD
  • Manutenção: 40–150 mg/dia de CBD
  • Quadros mais severos: 150–300 mg/dia (sempre com supervisão médica)

Conversão prática: em um produto de 200mg/mL (ex: Cannaviva 6000mg/30mL), 1 gota ≈ 4,4mg. A 100mg/dia, isso equivale a ~23 gotas/dia, e o frasco dura ~60 dias, a um custo de ~R$ 175/mês.

Para mais detalhes sobre dosagem e espasticidade, veja: Canabidiol para Espasticidade: Como o CBD e o THC Reduzem a Rigidez Muscular.

Perguntas Frequentes

O canabidiol funciona igual em todos os subtipos de esclerose múltipla?

Não exatamente igual, mas o mecanismo de ação dos canabinoides no sistema endocanabinoide não é exclusivo de nenhum subtipo. A diferença está nos sintomas predominantes de cada forma da EM e na quantidade de estudos disponíveis por subtipo. EMRR e EMSP são os mais estudados; EMPP tem menos evidências diretas, mas não há razão para excluí-la do benefício sintomático a priori.

Para qual subtipo a evidência clínica é mais sólida?

Para EMRR e EMSP, especialmente nos sintomas de espasticidade e dor neuropática. Os grandes RCTs com nabiximols (Novotna 2011, Collin 2007, Markova 2019) incluíam principalmente esses dois subtipos. A EMPP está sub-representada nos estudos, mas isso não significa ausência de benefício — significa ausência de estudo direcionado.

CBD isolado ou CBD com THC: o que funciona melhor na EM?

Para espasticidade e dor neuropática, a evidência mais robusta é para a combinação CBD:THC 1:1 (perfil do nabiximols). O CBD isolado tem papel em ansiedade, sono e qualidade de vida, mas mostrou eficácia limitada em dor aguda quando comparado a variedades com THC. O médico define o perfil com base no sintoma-alvo e na tolerância individual ao THC.

O canabidiol pode reduzir a frequência de surtos na EMRR?

Não há evidência clínica robusta em humanos de que o CBD ou qualquer canabinoide reduza a frequência de surtos na EMRR. Os estudos pré-clínicos mostraram efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores promissores, mas isso ainda não foi confirmado em ensaios clínicos controlados com esse objetivo. Para controle da atividade da doença, os tratamentos modificadores (interferons, natalizumabe, ocrelizumabe, etc.) continuam sendo o padrão. Veja mais em: O CBD Reduz a Frequência de Surtos na Esclerose Múltipla?

Na EMSP, quais sintomas respondem melhor ao canabidiol?

Na EMSP, espasticidade persistente, dor neuropática, distúrbios do sono e fadiga são os sintomas mais relatados e com melhor resposta descrita em estudos e prática clínica. O estudo real-world SA.FE. (Patti et al., 2016) com 1.615 pacientes — muitos com EMSP — confirmou eficácia do nabiximols em espasticidade resistente com bom perfil de segurança em uso prolongado.

O canabidiol tem efeito neuroprotetor na esclerose múltipla?

Estudos pré-clínicos mostram resultados promissores: CBD inibiu desmielinização e inflamação em modelos animais de EM (Mecha et al., 2013; Kozela et al., 2011). No entanto, esses dados ainda não foram confirmados em ensaios clínicos controlados em humanos com foco em modificação da progressão da doença. Dizer que o CBD “protege os nervos” com base apenas em estudos animais seria prematuro.

Canabidiol pode ser usado junto com tratamentos modificadores da doença?

Estudos existentes com nabiximols foram conduzidos como terapia adjuvante — ou seja, junto com outros medicamentos — sem sinais de interações problemáticas relatadas. No entanto, o CBD pode interagir com alguns fármacos via enzimas hepáticas (CYP450). É fundamental que o médico prescritor conheça todos os medicamentos em uso antes de indicar o canabidiol. Nunca introduza o CBD por conta própria sem informar seu neurologista.

O canabidiol ajuda na fadiga da EMSP?

A evidência direta sobre fadiga na EM é limitada. Estudos observacionais e a revisão de Torres-Suárez e Márquez-Romero (2023) sugerem melhora no sono e, indiretamente, na fadiga. A fadiga na EMSP tem múltiplas causas — neurológica, inflamatória, distúrbios do sono — e o canabidiol pode contribuir para algumas delas, mas não é tratamento único estabelecido para esse sintoma específico.

Quantas gotas de CBD tomar para esclerose múltipla?

A dose é sempre individualizada pelo médico. Como referência geral: início em 10–25 mg/dia, manutenção em 40–150 mg/dia. Em um frasco de 200mg/mL (ex: Cannaviva 6000mg/30mL), 1 gota ≈ 4,4mg — então 100mg/dia equivale a ~23 gotas/dia. O médico define a dose com base no sintoma, no subtipo e na resposta individual.

O canabidiol cura a esclerose múltipla?

Não. Nenhum tratamento disponível hoje cura a esclerose múltipla, e o canabidiol não é exceção. O papel do CBD e dos canabinoides na EM é sintomático: reduzir espasticidade, dor, distúrbios do sono e melhorar qualidade de vida. Qualquer afirmação sobre “cura” com canabidiol é científicamente incorreta. Veja mais: Esclerose Múltipla Tem Cura com Canabidiol?

Por que a EMPP é menos estudada em relação aos canabinoides?

Historicamente, a EMPP recebeu menos atenção em estudos terapêuticos de forma geral — não apenas com canabinoides. Isso reflete a dificuldade de recrutar pacientes com EMPP para estudos (menor prevalência e perfil mais heterogêneo), além do foco histórico dos ensaios em populações mais numerosas (EMRR). A ausência de evidência específica não equivale à ausência de benefício.

Como a Fito Canábica Apoia Pacientes com Esclerose Múltipla

O tratamento com canabidiol para EM é um tratamento sério que requer atenção profissional especializada. O melhor caminho começa pela consulta com um médico qualificado em prescrição de Cannabis medicinal, com experiência nos desafios específicos da esclerose múltipla. O médico avalia o caso, o subtipo, os sintomas predominantes e os medicamentos em uso, define o produto e a dose-alvo, e emite a receita. Depois disso, o paciente faz a aquisição do medicamento e inicia o tratamento conforme orientação médica.

A Fito Canábica oferece:

  • Consulta com médicos prescritores experientes em Cannabis medicinal (Victoria Taveira, Clara Calabrich, Diego Araldi, Nathalie Vestarp)
  • Orientação sobre a escolha do produto mais adequado ao seu subtipo e sintomas
  • Suporte para autorização ANVISA e importação de produtos via RDC 660
  • Acompanhamento farmacêutico durante a titulação
  • Suporte por WhatsApp para dúvidas durante o tratamento
  • Consultas de retorno periódicas para ajuste de dose
  • Consulta a partir de R$ 180
Agende sua consulta com médico prescritor da Fito Canábica →

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Sobre o autor

Dr. Fabrício Pamplona é farmacologista e pesquisador brasileiro, Doutor em Psicofarmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo Instituto Max Planck de Psiquiatria (Munique, Alemanha). Dedica-se há mais de 20 anos ao estudo do sistema endocanabinoide e ao desenvolvimento de terapias à base de Cannabis medicinal. Autor de mais de 50 artigos científicos publicados em revistas internacionais, é sócio da Fito Canábica e atua traduzindo a ciência da Cannabis para a prática clínica com linguagem acessível, responsabilidade e foco no paciente.

Publicado em:  ·  Atualizado em:

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica. O uso de Cannabis medicinal requer avaliação e prescrição de médico habilitado. Procure um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer tratamento.

Referências

  1. Zajicek J, Fox P, Sanders H, et al. Cannabinoids for treatment of spasticity and other symptoms related to multiple sclerosis (CAMS study): multicentre randomised placebo-controlled trial. The Lancet. 2003;362(9395):1517-1526.
  2. Collin C, Davies P, Mutiboko IK, Ratcliffe S. Randomized controlled trial of cannabis-based medicine in spasticity caused by multiple sclerosis. European Journal of Neurology. 2007;14(3):290-296.
  3. Novotna A, Mares J, Ratcliffe S, et al. A randomized, double-blind, placebo-controlled, parallel-group, enriched-design study of nabiximols as add-on therapy in subjects with refractory spasticity caused by multiple sclerosis. European Journal of Neurology. 2011;18(9):1122-1131.
  4. Markova J, Essner U, Akmaz B, et al. Sativex as add-on therapy vs further optimized first-line ANTispastics (SAVANT) in resistant multiple sclerosis spasticity. International Journal of Neuroscience. 2019;129(2):119-128.
  5. Rog DJ, Nurmikko TJ, Friede T, Young CA. Randomized, controlled trial of cannabis-based medicine in central pain in multiple sclerosis. Neurology. 2005;65(6):812-819.
  6. Russo M, Naro A, Leo A, et al. Evaluating Sativex in Neuropathic Pain Management: A Clinical and Neurophysiological Assessment in Multiple Sclerosis. Multiple Sclerosis Journal. 2016;22(2):189-197.
  7. Patti F, Messina S, Solaro C, et al. Efficacy and safety of cannabinoid oromucosal spray for multiple sclerosis spasticity (SA.FE. study). Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry. 2016;87(9):944-951.
  8. Giacoppo S, Bramanti P, Mazzon E. Sativex in the management of multiple sclerosis-related spasticity: An overview of the last decade of clinical evaluation. Multiple Sclerosis and Related Disorders. 2017;17:22-31.
  9. Mecha M, Feliu A, Inigo PM, et al. Cannabidiol provides long-lasting protection against the deleterious effects of inflammation in a viral model of multiple sclerosis. Neurobiology of Disease. 2013;59:141-150.
  10. Kozela E, Lev N, Kaushansky N, et al. Cannabidiol inhibits pathogenic T cells, decreases spinal microglial activation and ameliorates multiple sclerosis-like disease in C57BL/6 mice. British Journal of Pharmacology. 2011;163(7):1507-1519.
  11. Torres-Suárez E, Márquez-Romero JM. Cannabinoids for the treatment of multiple sclerosis symptoms: a systematic review. Multiple Sclerosis and Related Disorders. 2023;69:104433.
  12. van de Donk T, et al. An experimental randomized study on the analgesic effects of pharmaceutical-grade cannabis in chronic pain patients with fibromyalgia. Pain. 2019;160(4):860-869.
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