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O Canabidiol Realmente Ajuda na Espasticidade da Esclerose Múltipla?

O Canabidiol Realmente Ajuda na Espasticidade da Esclerose Múltipla?

A espasticidade é um dos sintomas mais incapacitantes da esclerose múltipla (EM): aquela rigidez muscular involuntária que dificulta caminhar, causa espasmos dolorosos durante a noite e compromete profundamente a qualidade de vida. Para muitos pacientes, os antiespásticos convencionais — baclofeno, tizanidina, benzodiazepínicos — oferecem alívio parcial ou causam sedação excessiva, levando à busca por alternativas. O canabidiol (CBD) e a cannabis medicinal entram cada vez mais nessa conversa. Mas o que a ciência realmente mostra?

⚠️ Aviso importante: Este artigo tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica. O uso de cannabis medicinal na esclerose múltipla requer avaliação de neurologista com experiência em prescrição de canabinoides. Agende sua consulta →

A Resposta Direta: O CBD Ajuda na Espasticidade da EM?

Sim — mas com uma ressalva importante: a evidência mais robusta não é para o CBD isolado, e sim para a combinação CBD:THC (nabiximols/Sativex). Estudos clínicos controlados com centenas de pacientes demonstram que canabinoides reduzem a espasticidade refratária da EM de forma significativa. O CBD, por si só, tem base pré-clínica sólida e contribui para o efeito terapêutico — mas o THC desempenha papel central no alívio da espasticidade muscular.

O que os estudos mostram, em resumo:
  • No maior RCT com nabiximols (Novotna et al., 2011, N=572): 42% dos pacientes obtiveram melhora ≥30% na espasticidade com CBD:THC, contra 23% no placebo.
  • No estudo SAVANT (Markova et al., 2019, N=191): nabiximols foi superior à otimização de antiespásticos convencionais em espasticidade resistente.
  • Revisão sistemática recente (Torres-Suárez & Marquez-Romero, 2023): evidência consistente de benefício de canabinoides em espasticidade, dor e distúrbios do sono na EM.
  • CBD isolado: base pré-clínica promissora (anti-inflamatório, neuroprotetor), mas evidência clínica direta em espasticidade ainda é limitada.

O ponto central — e que muitos artigos não deixam claro — é que o alívio da espasticidade exige uma participação relevante do THC, não apenas do CBD. Isso não significa que o Full Spectrum sem THC predominante não traga benefícios (a melhora em dor, sono e ansiedade é documentada), mas o paciente e o médico precisam ter essa conversa com honestidade.

Por Que a Combinação CBD:THC Age na Espasticidade?

Para entender por que os canabinoides aliviam a espasticidade, é preciso olhar para o que causa a rigidez muscular na EM: a desmielinização das vias descendentes do córtex motor reduz o controle inibitório sobre os neurônios motores da medula espinhal. O resultado é hiperexcitabilidade — os músculos contraem involuntariamente, sem comando.

O sistema endocanabinoide tem receptores CB1 densamente distribuídos exatamente nas vias motoras que estão comprometidas na EM. Quando ativados, esses receptores reduzem a liberação de neurotransmissores excitatórios (como glutamato), modulando indiretamente a hiperexcitabilidade. O THC atua como agonista direto dos receptores CB1 — daí seu papel central no alívio da espasticidade. O CBD, por sua vez, age de forma mais indireta: inibe a enzima FAAH (que degrada o endocanabinoide anandamida), atua em receptores TRPV1 (envolvidos em dor e inflamação) e tem efeitos anti-inflamatórios que podem atenuar a progressão do dano neuroinflamatório.

“O sistema endocanabinoide está literalmente presente onde a EM causa mais dano — nas vias motoras, nos interneurônios inibitórios da medula, na interface entre inflamação e função neuronal. Essa não é uma coincidência farmacológica: é a razão pela qual essa classe de medicamentos tem tanta lógica biológica no tratamento da espasticidade.”

Dr. Fabrício Pamplona, farmacologista, Doutor em Psicofarmacologia (UFSC + Instituto Max Planck)

Os estudos pré-clínicos confirmam essa lógica: Kozela et al. (2011, British Journal of Pharmacology) mostraram que o CBD inibiu células T patogênicas e reduziu ativação microglial em modelo animal de EM. Mecha et al. (2013, Neurobiology of Disease) demonstraram que o CBD ofereceu proteção neurológica de longa duração em modelo viral de EM. São dados importantes, mas devem ser lidos como evidência pré-clínica — não equivalente a RCTs em humanos.

O Que Dizem os Estudos Clínicos

Novotna et al. (2011) — European Journal of Neurology
RCT duplo-cego, N=572 pacientes com espasticidade refratária. Nabiximols (spray CBD:THC 1:1) como terapia adjuvante. Resultado: 42% obtiveram melhora ≥30% na espasticidade vs. 23% no placebo. Estudo com design enriquecido (apenas respondedores iniciais avançaram para fase controlada), o que fortalece a relevância clínica do achado.
Novotna A et al. Eur J Neurol. 2011;18(9):1122-31.
SAVANT — Markova et al. (2019) — International Journal of Neuroscience
RCT N=191 pacientes com espasticidade resistente. Comparou nabiximols vs. otimização de antiespásticos convencionais. Resultado: nabiximols foi superior à alternativa convencional em redução de espasticidade e qualidade de vida.
Markova J et al. Int J Neurosci. 2019;129(2):119-128.
Patti et al. SA.FE. Study (2016) — J Neurology, Neurosurgery & Psychiatry
Estudo real-world italiano, N=1.615 pacientes. Nabiximols efetivo na redução de espasticidade resistente, com perfil de segurança favorável em uso prolongado.
Patti F et al. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2016;87(9):944-51.

É igualmente relevante o estudo de Rog et al. (2005, Neurology) com N=66: extrato de cannabis (CBD:THC) reduziu significativamente a dor central neuropática e melhorou o sono em pacientes com EM — sintomas que frequentemente coexistem com a espasticidade e amplificam o sofrimento.

O estudo CAMS (Zajicek et al., 2003, The Lancet, N=630) merece menção honesta: a escala Ashworth objetiva não atingiu significância estatística, mas os pacientes relataram melhora subjetiva significativa em espasticidade, dor e qualidade do sono. Isso gerou debate sobre quais desfechos capturar melhor o impacto clínico real — e sugeriu que ferramentas de autorrelato podem ser mais sensíveis para espasticidade do que medidas padronizadas da escala Ashworth.

CBD Isolado, Full Spectrum ou CBD:THC — Qual a Diferença Prática?

Esta é a distinção mais importante que a maioria dos artigos evita fazer claramente. Para a espasticidade da EM especificamente:

Formulação Evidência em espasticidade EM Papel do THC Perfil de uso
CBD isolado Limitada em humanos (pré-clínico robusto) Ausente Anti-inflamatório, ansiedade, sono
Full Spectrum (CBD predominante, THC ≤0,3%) Dados clínicos indiretos; benefício em dor, sono, ansiedade Microdose (efeito entourage) Sintomas secundários, adjuvante
CBD:THC 1:1 (nabiximols/Sativex) Mais robusta — RCTs de alto nível (N=572, N=191) Central para o alívio da espasticidade Espasticidade refratária, dor neuropática

Existem muitos medicamentos à base de cannabis medicinal disponíveis no mercado. Os produtos citados abaixo são mencionados como parâmetro ilustrativo de composição e faixa de preço — não constituem recomendação de compra. As opções citadas servem para comparar composição e custo; o medicamento adequado — inclusive quando a resposta clínica exige outro perfil de canabinoides ou maior proporção de THC — é definido pelo médico com base na sua condição, titulação e evolução.

Referências de mercado (Full Spectrum CBD predominante):
  • Cannaviva Full Spectrum 6000mg/30mLR$ 350 — 200mg/mL | 1 gota ≈ 4,4mg
  • cbdMD Full Spectrum 6000mg/30mLR$ 377
  • Canna River Classic Full Spectrum 6000mg/60mLR$ 390
  • Canna River Pain FS CBD 5000mg + CBG 2500mg/60mLR$ 338 — CBG tem propriedades analgésicas complementares ao CBD, relevante para dor crônica
Para perfis com maior participação de THC (quando prescrito pelo médico):
  • Cannaviva CBD+THC 600mg+600mg/30mLR$ 450 — proporção 1:1, perfil mais próximo ao nabiximols em termos de equilíbrio CBD:THC; requer receita médica e autorização ANVISA
Atenção: Produtos com THC em concentrações significativas (acima de 0,3%) requerem receita médica e autorização da ANVISA para importação (RDC 660/2022). A Fito Canábica orienta esse processo em conjunto com os médicos prescritores.

Perguntas Frequentes

O canabidiol isolado funciona para espasticidade na EM?

A evidência mais robusta em espasticidade da EM vem de estudos com a combinação CBD:THC (nabiximols), não com CBD isolado. O CBD isolado tem base pré-clínica sólida (anti-inflamatório, neuroprotetor) e pode contribuir para sintomas associados como dor, ansiedade e distúrbios do sono. Para a espasticidade em si, o THC parece exercer papel central via ativação dos receptores CB1 nas vias motoras. A decisão entre formulações é do médico prescritor, com base no quadro do paciente.

Qual é a taxa de resposta ao canabidiol na espasticidade da EM?

No estudo mais rigoroso disponível (Novotna et al., 2011, N=572), 42% dos pacientes tratados com nabiximols (CBD:THC 1:1) obtiveram melhora ≥30% na espasticidade, comparado a 23% no grupo placebo. É importante notar que o estudo usou um design enriquecido — apenas pacientes que responderam na fase inicial avançaram. Isso reforça a importância de identificar quem são os respondedores antes de consolidar o tratamento.

O canabidiol pode ser usado junto com medicamentos antiespásticos convencionais como baclofeno?

Nos principais estudos clínicos (Novotna 2011, SAVANT 2019), o nabiximols foi usado exatamente como terapia adjuvante — em adição aos antiespásticos convencionais que não estavam controlando adequadamente os sintomas. Portanto, o uso combinado tem suporte na literatura. No entanto, a combinação com baclofeno, tizanidina ou benzodiazepínicos pode potencializar sedação e requer monitoramento médico. Nunca ajuste ou interrompa medicamentos em uso sem orientação do seu médico.

O CBD pode substituir o Sativex (nabiximols) no Brasil?

O Sativex (nabiximols) é o único medicamento à base de cannabis com aprovação regulatória específica para espasticidade da EM em vários países europeus, mas sua disponibilidade no Brasil é limitada. Via RDC 660 da ANVISA, é possível importar produtos CBD:THC 1:1 (como Cannaviva CBD+THC) que replicam o perfil canabinoide do nabiximols, com receita médica e autorização ANVISA. Full Spectrum com CBD predominante também pode ser prescrito, especialmente para sintomas associados. Para detalhes sobre disponibilidade do Sativex no Brasil, veja: Sativex (Nabiximols) no Brasil: Disponibilidade, Preço e Alternativas.

CBD ajuda na dor neuropática da esclerose múltipla?

Sim — há boa evidência. Rog et al. (2005, Neurology, N=66) demonstraram que extrato CBD:THC reduziu significativamente a dor central neuropática e melhorou o sono em pacientes com EM. Russo et al. (2016, Multiple Sclerosis Journal) confirmaram eficácia do nabiximols na dor neuropática com evidências neurofisiológicas. O CBD contribui via receptores TRPV1 e efeitos anti-inflamatórios; o THC atua nas vias nociceptivas centrais.

Quanto tempo o canabidiol leva para produzir efeito na espasticidade?

Não há cronologia precisa estabelecida na literatura para o início do efeito na espasticidade da EM. Nos estudos com nabiximols, os pacientes titulam a dose ao longo de semanas e a resposta clínica é avaliada após 4 a 8 semanas. Respostas precoces (redução de espasmos noturnos, melhora no sono) podem aparecer antes; a estabilização da dose e o efeito pleno geralmente demandam algumas semanas de titulação supervisionada.

CBD ou THC: qual é mais importante para a espasticidade?

Para a espasticidade especificamente, o THC parece ser o componente com ação mais direta — via ativação dos receptores CB1 nas vias motoras e interneurônios inibitórios da medula. O CBD contribui de forma complementar (anti-inflamatório, modulação endocanabinoide indireta, redução de ansiedade associada) e atenua possíveis efeitos indesejados do THC. A sinergia entre os dois (efeito entourage) justifica o uso de formulações equilibradas. Para aprofundar essa comparação: CBD ou THC: Qual é Melhor para Esclerose Múltipla?

O canabidiol ajuda na fadiga da esclerose múltipla?

A fadiga é o sintoma mais prevalente na EM e um dos mais difíceis de tratar. Os dados sobre cannabis medicinal e fadiga na EM ainda são preliminares — alguns estudos observacionais relatam melhora, possivelmente mediada pela redução de dor, espasmos noturnos e melhora do sono, que indiretamente reduzem a carga de fadiga. O CBD não é estimulante; qualquer melhora de fadiga observada tende a ser indireta. Isso deve ser discutido com o médico prescritor com expectativas realistas.

Canabidiol ajuda no controle da bexiga na esclerose múltipla?

Há evidências preliminares de que canabinoides podem modular a função da bexiga neurogênica na EM — um sintoma frequentemente subestimado. O sistema endocanabinoide está presente no músculo detrusor e nas vias aferentes vesicais. Estudos exploratórios com nabiximols mostraram redução na urgência e frequência urinária em alguns pacientes. É uma área de evidência emergente, ainda não consolidada — mas clinicamente relevante para muitos pacientes.

Qual a dose de canabidiol recomendada para esclerose múltipla?

Não existe dose padrão — a titulação é sempre individualizada pelo médico prescritor. Como orientação geral, doses iniciais costumam ficar em torno de 10-25 mg/dia, com ajuste progressivo conforme resposta e tolerabilidade. Doses de manutenção para condições neurológicas podem variar amplamente (40-150 mg/dia ou mais). Num frasco de referência como Cannaviva 6000mg/30mL (200mg/mL, 1 gota ≈ 4,4mg), 50mg/dia corresponde a ~11 gotas e custa em torno de R$ 88/mês. Para doses maiores, o médico prescritor orienta. Para detalhes de dosagem: Canabidiol para Espasticidade: Como o CBD e o THC Reduzem a Rigidez Muscular.

Como a Fito Canábica Apoia Pacientes com Esclerose Múltipla

O tratamento com canabidiol para espasticidade da EM é um tratamento sério que requer atenção neurológica especializada — especialmente porque muitos pacientes com EM já usam múltiplos medicamentos modificadores da doença (interferons, fingolimode, ocrelizumabe, natalizumabe) e precisam de avaliação cuidadosa de interações e estratégia terapêutica. O melhor caminho começa pela consulta com um médico qualificado em prescrição de cannabis medicinal, com experiência em doenças neurológicas.

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Sobre o autor

Dr. Fabrício Pamplona é farmacologista e pesquisador brasileiro, Doutor em Psicofarmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo Instituto Max Planck de Psiquiatria (Munique, Alemanha). Dedica-se há mais de 20 anos ao estudo do sistema endocanabinoide e ao desenvolvimento de terapias à base de Cannabis medicinal. Autor de mais de 50 artigos científicos publicados em revistas internacionais, é sócio da Fito Canábica e atua traduzindo a ciência da Cannabis para a prática clínica com linguagem acessível, responsabilidade e foco no paciente.

Publicado em:  ·  Atualizado em:

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica. O uso de Cannabis medicinal requer avaliação e prescrição de médico habilitado. Procure um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer tratamento.

Referências

  1. Zajicek J, Fox P, Sanders H, et al. Cannabinoids for treatment of spasticity and other symptoms related to multiple sclerosis (CAMS study): multicentre randomised placebo-controlled trial. The Lancet. 2003;362(9395):1517-26.
  2. Collin C, Davies P, Mutiboko IK, Ratcliffe S. Randomized controlled trial of cannabis-based medicine in spasticity caused by multiple sclerosis. Eur J Neurol. 2007;14(3):290-6.
  3. Novotna A, Mares J, Ratcliffe S, et al. A randomized, double-blind, placebo-controlled, parallel-group, enriched-design study of nabiximols as add-on therapy in subjects with refractory spasticity caused by multiple sclerosis. Eur J Neurol. 2011;18(9):1122-31.
  4. Markova J, Essner U, Akmaz B, et al. Sativex as add-on therapy vs further optimized first-line ANTispastics (SAVANT) in resistant multiple sclerosis spasticity. Int J Neurosci. 2019;129(2):119-128.
  5. Rog DJ, Nurmikko TJ, Friede T, Young CA. Randomized, controlled trial of cannabis-based medicine in central pain in multiple sclerosis. Neurology. 2005;65(6):812-9.
  6. Russo M, Naro A, Leo A, et al. Evaluating Sativex in Neuropathic Pain Management: A Clinical and Neurophysiological Assessment in Multiple Sclerosis. Mult Scler J. 2016;22(2):189-97.
  7. Patti F, Messina S, Solaro C, et al. Efficacy and safety of cannabinoid oromucosal spray for multiple sclerosis spasticity. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2016;87(9):944-51.
  8. Giacoppo S, Bramanti P, Mazzon E. Sativex in the management of multiple sclerosis-related spasticity: An overview of the last decade of clinical evaluation. Mult Scler Relat Disord. 2017;17:22-31.
  9. Mecha M, Feliu A, Inigo PM, et al. Cannabidiol provides long-lasting protection against the deleterious effects of inflammation in a viral model of multiple sclerosis. Neurobiol Dis. 2013;59:141-50.
  10. Kozela E, Lev N, Kaushansky N, et al. Cannabidiol inhibits pathogenic T cells, decreases spinal microglial activation and ameliorates multiple sclerosis-like disease in C57BL/6 mice. Br J Pharmacol. 2011;163(7):1507-19.
  11. Torres-Suárez E, Marquez-Romero JM. Cannabinoids for the treatment of multiple sclerosis symptoms: a systematic review. Mult Scler Relat Disord. 2023;69:104438.
  12. OMS. Critical Review Report: Cannabidiol (CBD). Expert Committee on Drug Dependence. 2018.
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