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Canabidiol para Espasticidade: Como o CBD e o THC Reduzem a Rigidez Muscular

A espasticidade — aquela rigidez muscular involuntária, com espasmos, dor e dificuldade para mover braços e pernas — é um dos sintomas mais incapacitantes da esclerose múltipla (EM). Estima-se que afete a maior parte dos pacientes em algum momento da doença e, em muitos casos, os medicamentos convencionais como baclofeno e tizanidina não chegam a um alívio aceitável ou trazem efeitos colaterais que limitam o uso.

É justamente neste cenário — espasticidade resistente ao tratamento padrão — que a Cannabis medicinal tem a evidência científica mais consistente dentro da neurologia. Não se trata de promessa: trata-se de mais de duas décadas de ensaios clínicos randomizados, principalmente com o nabiximols (Sativex), uma formulação de CBD e THC na proporção 1:1.

⚠️ Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica. O uso de Cannabis medicinal em esclerose múltipla requer avaliação por médico habilitado, principalmente porque envolve formulações com THC e interação com tratamentos modificadores da doença. Agende sua consulta com a Fito Canábica →

A Resposta Direta: o canabidiol reduz a espasticidade na esclerose múltipla?

Sim — e este é o sintoma da EM com a melhor evidência clínica para canabinoides. Mas a resposta exige uma nuance importante: a maior parte dos ensaios clínicos que demonstrou eficácia não usou CBD isolado. Usou uma combinação de CBD e THC na proporção 1:1, presente no medicamento nabiximols (Sativex).

Os pontos centrais que a literatura sustenta:

  • Espasticidade refratária: No estudo Novotna 2011 (N=572), 42% dos pacientes em nabiximols tiveram redução ≥30% na espasticidade, contra 23% no grupo placebo.
  • Mundo real: O estudo italiano SA.FE. (Patti 2016, N=1.615) confirmou eficácia e bom perfil de segurança em uso prolongado.
  • Superior à otimização convencional: O estudo SAVANT (Markova 2019, N=191) mostrou que adicionar nabiximols foi superior a apenas otimizar antiespásticos clássicos em pacientes resistentes.
  • Benefício clinicamente relevante: Revisão sistemática de Giacoppo (2017) estima que cerca de 70% dos pacientes obtêm benefício após titulação adequada.

Para a maioria dos pacientes com EM, isso significa que um produto Full Spectrum com CBD predominante pode ajudar, mas a resposta clínica mais robusta tende a aparecer quando há também alguma proporção de THC — não em doses recreativas, mas em microdoses terapêuticas tituladas pelo médico.

Por que CBD e THC reduzem a espasticidade: como funciona

A espasticidade na EM resulta de lesões desmielinizantes que desorganizam a comunicação entre cérebro, medula espinhal e músculos. Sem a modulação inibitória normal vinda do sistema nervoso central, os reflexos musculares ficam exacerbados — daí a rigidez, os espasmos e a dor.

O sistema endocanabinoide é exatamente um dos circuitos que, em condições normais, modula essa excitabilidade neuronal. Receptores CB1 (no sistema nervoso central) e CB2 (em células imunes e microglia) participam do controle do tônus muscular, da percepção de dor e da neuroinflamação.

“Na esclerose múltipla, a espasticidade não é apenas um problema muscular — é uma desregulação central. Os canabinoides agem em dois níveis: o THC modula diretamente o tônus muscular via receptores CB1 no sistema nervoso, enquanto o CBD atua no controle da inflamação e ansiólise, com efeito complementar. É por isso que a combinação CBD:THC mostrou resultados superiores ao CBD isolado em quase todos os ensaios robustos.”
— Dr. Fabrício Pamplona, farmacologista

Resumindo os papéis:

  • THC: ação direta sobre o tônus muscular, reduz espasmos, alivia dor neuropática, melhora o sono.
  • CBD: anti-inflamatório, ansiolítico, modula a hiperexcitabilidade neuronal; também atenua possíveis efeitos psicoativos do THC.
  • Efeito entourage: a sinergia entre os dois (e demais compostos do Full Spectrum) tende a produzir resposta clínica superior à de cada composto isolado.

O que dizem os estudos científicos

A esclerose múltipla é provavelmente a condição neurológica com o maior número de ensaios clínicos randomizados envolvendo canabinoides. Vale conhecer os principais.

CAMS Study — Zajicek et al., 2003 (The Lancet)

RCT pioneiro com 630 pacientes. A medida objetiva (escala Ashworth) não atingiu significância estatística, mas houve melhora subjetiva relevante relatada pelos pacientes em espasticidade, dor e qualidade do sono com cannabis e THC. Esse descompasso entre medidas objetivas e subjetivas é um achado importante: a vivência do paciente melhora mesmo quando a régua clínica clássica não capta toda a mudança.

Collin et al., 2007 (European Journal of Neurology)

RCT com nabiximols (CBD:THC 1:1 em spray oromucoso), N=189. Redução significativa na espasticidade medida pela NRS (escala numérica) em comparação com placebo.

Novotna et al., 2011 (European Journal of Neurology)

RCT N=572 com pacientes em espasticidade refratária aos antiespásticos convencionais. 42% dos pacientes em nabiximols tiveram melhora ≥30% na espasticidade, contra 23% no placebo. Estudo de referência para a aprovação do Sativex em vários países.

SAVANT — Markova et al., 2019 (Int J Neuroscience)

RCT N=191. Comparou adicionar nabiximols vs apenas otimizar antiespásticos convencionais em pacientes com espasticidade resistente. Nabiximols foi superior à otimização da terapia padrão.

SA.FE. Study — Patti et al., 2016 (J Neurol Neurosurg Psychiatry)

Estudo italiano de mundo real com 1.615 pacientes. Nabiximols foi efetivo na redução da espasticidade resistente, com perfil de segurança favorável mesmo em uso prolongado.

Giacoppo et al., 2017 — Revisão sistemática

Revisão de uma década de evidência clínica. Conclui que aproximadamente 70% dos pacientes obtêm benefício clinicamente relevante após titulação adequada do nabiximols.

Há também evidência sobre dor neuropática central da EM (Rog 2005, Russo 2016), com canabinoides reduzindo significativamente esse tipo de dor, que costuma ser pouco responsiva a analgésicos convencionais.

No campo pré-clínico (modelos animais), trabalhos como Mecha 2013 e Kozela 2011 demonstraram que o CBD pode reduzir desmielinização, ativação microglial e infiltração de células T patogênicas. Importante: isso é evidência pré-clínica — promissora, mas ainda não comprovada como efeito modificador da doença em humanos. Não é correto vender CBD como “alternativa” aos modificadores da doença (interferon, fingolimode, ocrelizumabe, natalizumabe), que são pilares do tratamento atual.

Aplicação prática: doses, formulações e expectativas

Qual formulação escolher

A escolha entre CBD isolado, Broad Spectrum, Full Spectrum (CBD predominante) e CBD:THC 1:1 (perfil Sativex) é uma decisão clínica, não uma decisão de prateleira. Mas vale entender o racional geral:

FormulaçãoPerfil típicoQuando o médico tende a considerar
Full Spectrum CBD predominanteCBD alto + THC ≤0,3%Início do tratamento; sintomas mistos (dor, ansiedade, sono); pacientes sensíveis ao THC
CBD:THC equilibrado (1:1)Perfil tipo nabiximols/SativexEspasticidade refratária; dor neuropática central; quando o Full Spectrum não foi suficiente
CBD com THC enriquecidoMaior proporção de THCEspasmos noturnos intensos; espasticidade severa não controlada com outras opções

A maior parte dos estudos com melhor desfecho em espasticidade envolveu THC em proporções relevantes. Isso não significa que todo paciente com EM precise de uma formulação CBD:THC 1:1 logo de início — significa que essa é uma opção legítima e baseada em evidência quando a espasticidade não responde bem ao Full Spectrum convencional. Para um aprofundamento nessa decisão, veja nosso artigo sobre CBD ou THC: qual é melhor para esclerose múltipla.

Faixas de dose típicas

Em EM, as doses costumam ser tituladas devagar, começando baixo e subindo conforme tolerância e resposta. Faixas observadas na prática clínica:

  • Início: 10–25 mg/dia de CBD, geralmente à noite ou dividido em duas tomadas.
  • Manutenção: 40–150 mg/dia, ajustando conforme controle dos sintomas.
  • Espasticidade severa / refratária: pode chegar a 150–300 mg/dia, frequentemente com adição de THC titulado pelo médico.

Em nabiximols, a posologia é em jatos oromucosos titulados (geralmente até 12 jatos/dia em casos avançados), o que corresponde a poucas dezenas de miligramas totais de canabinoides — mas com proporção 1:1 entre CBD e THC. Detalhes sobre disponibilidade do nabiximols no Brasil estão em nosso artigo dedicado: Sativex (nabiximols) no Brasil: disponibilidade, preço e alternativas.

Conversão para gotas e custo mensal

A prescrição geralmente chega ao paciente em gotas. Na concentração mais usada (Full Spectrum 6000mg/30mL = 200mg/mL), 1 gota equivale a ~4,4mg de CBD (45 gotas = 1 mL). Veja a equivalência prática:

Dose diáriaGotas/dia (200mg/mL)Duração do frasco 6000mgCusto mensal estimado*
50 mg/dia~11 gotas~120 dias~R$ 88/mês
100 mg/dia~23 gotas~60 dias~R$ 175/mês
150 mg/dia~34 gotas~40 dias~R$ 263/mês

*Cálculo com Cannaviva Full Spectrum 6000mg/30mL a R$ 350. Valores aproximados; a dose e o produto são definidos pelo médico prescritor.

Produtos com perfil mais voltado para dor e espasticidade — combinando CBD + CBG ou CBD + THC equilibrados — podem ter custo mensal diferente. Exemplos de mercado para parametrizar composição e preço:

Cannaviva Full Spectrum CBD 6000mg / 30mL — espectro completo com predominância de CBD, padrão para início e manutenção em EM. R$ 350
Canna River Pain — Full Spectrum CBD 5000mg + CBG 2500mg / 60mL — perfil voltado a dor e inflamação, com adição de CBG. R$ 338
Cannaviva Full Spectrum CBD 600mg + THC 600mg / 30mL — formulação CBD:THC equilibrada (1:1), perfil similar ao Sativex; requer receita médica específica e autorização ANVISA. R$ 450
cbdMD Full Spectrum CBD 6000mg / 30mL — alternativa de marca americana tradicional. R$ 377
Existem muitos medicamentos à base de Cannabis medicinal disponíveis no mercado. Os produtos citados aqui são mencionados como parâmetro ilustrativo de composição e faixa de preço — não constituem recomendação de compra. A escolha do medicamento, da dose e da via de acesso é sempre definida pelo médico prescritor com base no quadro clínico individual do paciente. Em esclerose múltipla, isso é especialmente importante: pacientes com espasticidade refratária podem precisar de formulações com maior proporção de THC (perfil Sativex), e essa decisão é exclusivamente do neurologista ou médico prescritor especializado.

Em quanto tempo aparece o efeito

Em espasticidade, parte dos pacientes percebe melhora nos primeiros dias a duas semanas (alívio de espasmos noturnos, melhora do sono). A resposta plena na rigidez e função motora costuma se consolidar entre 4 e 12 semanas, após titulação adequada da dose. Pacientes em espasticidade refratária podem precisar de até 3 meses para um julgamento final sobre a eficácia.

Perguntas Frequentes

O CBD isolado é suficiente para tratar a espasticidade da EM?

Para alguns pacientes, sim — especialmente em casos mais leves ou em quem tem sensibilidade ao THC. Mas a evidência clínica mais robusta em espasticidade da EM vem de formulações CBD:THC 1:1 (nabiximols). Na prática, muitos pacientes começam com Full Spectrum CBD predominante e, se a resposta não é suficiente, o médico considera aumentar a participação do THC.

O canabidiol substitui o baclofeno ou a tizanidina?

Em alguns casos pode haver redução ou substituição dos antiespásticos convencionais, mas isso deve ser conduzido gradualmente e sob supervisão médica. O estudo SAVANT mostrou que adicionar nabiximols foi superior a apenas otimizar antiespásticos clássicos em casos resistentes — ou seja, a estratégia mais comum hoje é o uso adjuvante, não a troca abrupta.

Posso usar canabidiol junto com interferon, fingolimode ou ocrelizumabe?

Em geral, sim — não há contraindicação formal. Mas o tratamento modificador da doença não deve ser interrompido e a combinação deve ser avaliada pelo médico, especialmente atenção a interações com medicamentos metabolizados pelas mesmas vias hepáticas. Detalhamos isso em Canabidiol e medicamentos da esclerose múltipla: posso combinar?.

O canabidiol diminui a frequência de surtos?

A evidência atual não suporta essa afirmação. Estudos pré-clínicos sugerem efeito anti-inflamatório e neuroprotetor do CBD em modelos animais (Mecha 2013, Kozela 2011), mas ainda não há ensaios clínicos demonstrando que o canabidiol reduza taxa de surtos ou progressão da incapacidade em humanos. O controle de surtos continua sendo papel dos modificadores da doença.

O THC presente no Full Spectrum vai me deixar “chapado”?

Em Full Spectrum autorizado pela Anvisa, o teor de THC é ≤0,3%, o que em doses terapêuticas usuais (40–150 mg de CBD/dia) corresponde a microdoses de THC — geralmente sem efeito psicoativo perceptível. Em formulações CBD:THC 1:1 (perfil Sativex), o efeito psicoativo é possível, mas a titulação cuidadosa pelo médico minimiza esse risco. O CBD presente também atenua os efeitos psicoativos do THC.

Quanto tempo leva para sentir alívio da espasticidade?

Alívio inicial em espasmos e sono pode aparecer nos primeiros dias a 2 semanas. A resposta plena na rigidez muscular costuma se consolidar entre 4 e 12 semanas. Pacientes refratários podem precisar de até 3 meses para um julgamento clínico definitivo.

Existe risco hepático no uso prolongado?

Risco hepático significativo foi observado principalmente em doses muito altas (10–25 mg/kg/dia, padrão Epidiolex em epilepsias). Nas doses usuais para EM (40–150 mg/dia totais), o risco é baixo. Estudos como o SA.FE. acompanharam 1.615 pacientes em uso prolongado e mostraram perfil de segurança favorável.

O canabidiol está disponível pelo SUS para esclerose múltipla?

Atualmente o acesso pelo SUS é limitado e depende de decisões judiciais individuais. As vias principais hoje são: importação com autorização ANVISA (RDC 660), associações de pacientes (RDC 327) e farmácias de produtos nacionais. O médico orienta o caminho mais adequado.

O nabiximols (Sativex) está disponível no Brasil?

Há registro do nabiximols no Brasil, mas a disponibilidade prática é limitada e o preço é alto. Por isso, muitos médicos optam por formulações CBD:THC importadas via RDC 660 ou via associações, que oferecem perfil farmacológico similar a custo menor. Veja detalhes em Sativex (nabiximols) no Brasil.

O CBD ajuda em outros sintomas da EM além da espasticidade?

Há evidência de benefício em dor neuropática central (Rog 2005), distúrbios do sono e ansiedade associada à doença. Para fadiga crônica e sintomas cognitivos, a evidência é menos consistente, embora muitos pacientes relatem melhora subjetiva ao reduzir dor e melhorar o sono.

É seguro usar canabidiol por anos?

Os dados de longo prazo disponíveis (incluindo o SA.FE. com 1.615 pacientes em uso prolongado) sugerem perfil de segurança favorável, com efeitos colaterais leves e transitórios — principalmente sonolência, boca seca e tontura, que tendem a melhorar com ajuste da dose. O acompanhamento médico periódico é o que garante segurança ao longo do tempo.

Preciso de receita especial para a formulação com THC?

Sim. Produtos com THC acima de 0,3% exigem receita médica específica (tipo “B” especial) e autorização da ANVISA via RDC 660 (no caso de importação). O médico prescritor da Fito Canábica orienta toda a documentação necessária.

Como a Fito Canábica Apoia Pacientes com Esclerose Múltipla

O tratamento da espasticidade na esclerose múltipla com Cannabis medicinal é um tratamento sério que requer atenção profissional especializada. O melhor caminho começa pela consulta com um médico qualificado em prescrição de Cannabis medicinal, preferencialmente com experiência em neurologia e EM. O médico avalia o caso, considera as interações com os modificadores da doença, define a formulação adequada (Full Spectrum CBD predominante ou CBD:THC equilibrado) e a dose-alvo, e emite a receita. Depois disso, o paciente faz a aquisição do medicamento e inicia o tratamento conforme orientação médica.

Existem caminhos que facilitam essa jornada: a Fito Canábica conecta pacientes a médicos prescritores qualificados — como Victoria Taveira, Clara Calabrich, Diego Araldi e Nathalie Vestarp — com consulta a partir de R$ 180. Nosso apoio inclui:

  • Consulta médica online com prescritores experientes em neurologia e Cannabis medicinal
  • Orientação completa sobre autorização ANVISA, importação e produtos nacionais
  • Indicação de medicamentos com ótimo custo-benefício — fundamental em uma doença crônica de longo prazo
  • Acompanhamento farmacêutico durante a titulação da dose
  • Suporte por WhatsApp para dúvidas no tratamento
  • Consultas de retorno periódicas para ajustes

Agende sua consulta com os médicos prescritores da Fito Canábica →

Sobre o autor

Dr. Fabrício Pamplona é farmacologista e pesquisador brasileiro, Doutor em Psicofarmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo Instituto Max Planck de Psiquiatria (Munique, Alemanha). Dedica-se há mais de 20 anos ao estudo do sistema endocanabinoide e ao desenvolvimento de terapias à base de Cannabis medicinal. Autor de mais de 50 artigos científicos publicados em revistas internacionais, é sócio da Fito Canábica e atua traduzindo a ciência da Cannabis para a prática clínica com linguagem acessível, responsabilidade e foco no paciente.

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Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica. O uso de Cannabis medicinal requer avaliação e prescrição de médico habilitado. Procure um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer tratamento.

Referências

  1. Zajicek J, Fox P, Sanders H, et al. Cannabinoids for treatment of spasticity and other symptoms related to multiple sclerosis (CAMS study). The Lancet. 2003.
  2. Collin C, Davies P, Mutiboko IK, Ratcliffe S. Randomized controlled trial of cannabis-based medicine in spasticity caused by multiple sclerosis. European Journal of Neurology. 2007.
  3. Novotna A, Mares J, Ratcliffe S, et al. A randomized, double-blind, placebo-controlled, parallel-group, enriched-design study of nabiximols as add-on therapy in subjects with refractory spasticity caused by multiple sclerosis. European Journal of Neurology. 2011.
  4. Markova J, Essner U, Akmaz B, et al. Sativex as add-on therapy vs further optimized first-line antispastics (SAVANT) in resistant multiple sclerosis spasticity. International Journal of Neuroscience. 2019.
  5. Patti F, Messina S, Solaro C, et al. (SA.FE. study). Efficacy and safety of cannabinoid oromucosal spray for multiple sclerosis spasticity. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2016.
  6. Rog DJ, Nurmikko TJ, Friede T, Young CA. Randomized, controlled trial of cannabis-based medicine in central pain in multiple sclerosis. Neurology. 2005.
  7. Russo M, Naro A, Leo A, et al. Evaluating Sativex in Neuropathic Pain Management. Multiple Sclerosis Journal. 2016.
  8. Giacoppo S, Bramanti P, Mazzon E. Sativex in the management of multiple sclerosis-related spasticity: An overview of the last decade of clinical evaluation. Multiple Sclerosis and Related Disorders. 2017.
  9. Mecha M, Feliu A, Iñigo PM, et al. Cannabidiol provides long-lasting protection against the deleterious effects of inflammation in a viral model of multiple sclerosis. Neurobiology of Disease. 2013.
  10. Kozela E, Lev N, Kaushansky N, et al. Cannabidiol inhibits pathogenic T cells, decreases spinal microglial activation and ameliorates multiple sclerosis-like disease in C57BL/6 mice. British Journal of Pharmacology. 2011.
  11. Torres-Suárez E, Márquez-Romero JM. Cannabinoids for the treatment of multiple sclerosis symptoms: a systematic review. Multiple Sclerosis and Related Disorders. 2023.
  12. OMS. Critical Review Report: Cannabidiol (CBD). 2018.
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