Eu já vi na prática o quanto conviver com dor persistente pode ser impactante, não apenas para o corpo, mas também para a mente e a rotina de qualquer pessoa. A partir da minha experiência, este guia vai mostrar de forma clara o que é dor crônica, quais são suas principais causas, sintomas e como abordagens naturais como o canabidiol podem marcar diferença no tratamento, especialmente quando o cuidado é humanizado, como eu tenho observado na atuação da FITOCANÁBICA.
O que é dor crônica?
A dor crônica é aquela que persiste por mais de 3 meses mesmo após a resolução esperada de uma lesão ou doença aguda. Apesar de parecer um conceito simples, ela carrega múltiplas definições e apresenta muitas variações em intensidade, frequência e impacto.
Diferente da dor aguda, que cumpre uma função de alerta para o nosso organismo, esse tipo de dor deixa de ter um papel biológico protetor e passa a ser um problema de saúde por si só. Costumo dizer que, para muitos pacientes, sentir dor constante é como carregar um peso invisível todos os dias.
Tipos de dor persistente: neuropática, nociplástica e nociceptiva
Em minhas leituras e consultas, percebo que distinguir os tipos é essencial para o tratamento adequado. Os principais são:
- Dor nociceptiva: Ocorre por lesão física em tecidos, como em artrites ou após cirurgias. É o tipo mais comum.
- Dor neuropática: Surge por lesão ou disfunção nos nervos e no sistema nervoso central. Exemplos incluem neuropatia diabética e neuralgia do trigêmeo.
- Dor nociplástica: Uma categoria reconhecida mais recentemente, representando a dor sem evidência clara de lesão tecidual ou neural, mas com alteração no processamento da dor pelo sistema nervoso. A fibromialgia representa bem esse padrão.
Nem toda dor tem origem aparente. Isso não diminui o sofrimento de quem sente.
Dados e impacto: quem mais sente dor persistente?
A Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e dados do Ministério da Saúde mostram: aproximadamente 36,9% dos brasileiros acima de 50 anos enfrentam dor constante. Destes, quase 30% recorrem a opioides, drogas potentes mas de alto risco de dependência e efeitos colaterais indesejáveis.
Por experiência, noto que:
- Mulheres relatam dores constantes com mais frequência do que homens. Particularmente as idosas.
- Pessoas com doenças como artrite, dores nas costas e fibromialgia lideram as estatísticas.
- A dor é mais comum entre pessoas com depressão, antecedentes de quedas ou hospitalizações.
Se por um lado esses números nos ajudam a compreender o tamanho do problema, por outro evidenciam o sofrimento silencioso que ainda afeta milhões de brasileiros.
Principais doenças associadas à dor contínua
Ao longo dos anos acompanhando o tema e pacientes, percebo que a dor prolongada raramente é isolada. Na maioria dos casos, está ligada a outros diagnósticos médicos, inclusive doenças complexas. Entre as principais causas, posso listar:
- Fibromialgia (dor muscular difusa e fadiga, sem lesão específica)
- Artrite reumatoide e outras doenças autoimunes
- Lombalgia crônica
- Neuropatias diabéticas
- Lesões antigas, cirurgias, sequelas de traumas
- Cefaleias crônicas e enxaqueca
- Endometriose e adenomiose
- Câncer e tratamentos oncológicos
Ao estudar e acompanhar esses casos, vejo na experiência de cada paciente um retrato particular desse sofrimento. Por exemplo, convivo com relatos de pessoas em tratamento na FITOCANÁBICA que descrevem dificuldade até para dormir ou realizar tarefas simples, como vestir roupas ou sair de casa.
Fibromialgia: um exemplo de dor mal compreendida
Um dos temas mais buscados em consultórios é a fibromialgia. Trata-se de um quadro clássico de dor generalizada, fadiga extrema, distúrbios do sono e sintomas cognitivos (como dificuldade de atenção). Muitos desses pacientes já chegaram a experimentar diversos remédios, mas relatam pouca resposta e efeitos colaterais.
Para quem quer saber mais sobre essa relação, existe um conteúdo específico sobre canabidiol e fibromialgia no blog da FITOCANÁBICA que pode ajudar no entendimento.
Sintomas comuns e como afetam a vida
Eu costumo perguntar aos pacientes sobre os sintomas além da dor em si, já que o sofrimento contínuo provoca muito mais do que desconforto físico. Eis os sintomas mais relatados:
- Dor latejante, queimação, fisgada ou sensação de peso
- Rigidez e inchaço nas articulações
- Cansaço persistente (fadiga)
- Dificuldade para dormir
- Mau humor, ansiedade e alterações de humor
- Redução da mobilidade e limitação nas atividades diárias
- Problemas de concentração, memória e atenção
A dor que nunca some pode transformar pequenas tarefas em grandes desafios.
Na minha vivência, sinto que muitos acabam se isolando, têm mais risco de depressão e perdem o interesse por atividades prazerosas. É comum pacientes falarem algo como “eu era outra pessoa antes da dor”.
A importância do diagnóstico e da avaliação multidisciplinar
Na prática, observo como o diagnóstico correto faz toda a diferença. Muitas pessoas passam anos buscando explicações, consultando vários especialistas e tentando descobrir se a dor é “real” ou “psicológica”. Isso causa sofrimento duplo: pela dor e pela dúvida.
O diagnóstico depende de:
- Consulta detalhada (quando começou? como é a dor? o que piora ou melhora?)
- Exame físico para avaliar sensibilidade, força, reflexos
- Exames complementares (radiografias, ressonância, exames laboratoriais) quando indicados
- Avaliação multidisciplinar: médicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais possuem um olhar complementar
É comum pacientes falarem algo como “eu era outra pessoa antes da dor”.
Na FITOCANÁBICA, o cuidado humanizado e o acompanhamento constante fazem parte do processo para individualizar cada caso, sempre respeitando a singularidade de cada pessoa, do primeiro contato até o uso correto do medicamento.
Equipe multiprofissional: por que faz diferença?
No meu ponto de vista, a presença de vários profissionais ajuda a entender o que está por trás daquela dor. Confio muito no diálogo entre enxergar sintomas físicos, analisar aspectos emocionais e criar estratégias de reabilitação. Desta forma, o paciente não se sente tão só, o que traz conforto e melhora os resultados.
Tratamento tradicional da dor contínua
Os tratamentos convencionais têm seu papel. Eles envolvem:
- Analgesia padrão (paracetamol, dipirona)
- Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) – usados sob orientação devido a riscos gástricos e renais
- Antidepressivos e anticonvulsivantes – para dores neuropáticas ou fibromialgia
- Opioides – em casos graves, mas com alto risco de dependência
- Bloqueios e infiltrações
- Fisioterapia motora e funcional
- Recurso à acupuntura e terapias complementares
O maior desafio é que parte dos pacientes relatam pouco alívio e muitos efeitos colaterais, como sonolência, tontura, ganho de peso ou alterações gastrointestinais.
É comum ouvir histórias de pessoas que já tentaram muitos medicamentos e se sentem cansadas do “efeito rebote” ou até mesmo de perderem qualidade de vida por conta dos remédios.
Tratamentos naturais: fitoterapia, mudanças de estilo de vida e cannabis medicinal
Como alternativa ou complemento, os tratamentos naturais ganham cada vez mais espaço. Eu considero relevante abordar aqui as opções naturais, incluindo plantas medicinais e, principalmente, o uso do canabidiol (CBD) e outros derivados da cannabis.
Plantas medicinais tradicionais e hábitos saudáveis
Cada vez mais vemos evidências do papel da fitoterapia e das mudanças de hábitos. As mais usadas e estudadas para alívio de sintomas dolorosos incluem:
- Cúrcuma (açafrão-da-terra): anti-inflamatório natural.
- Gengibre: estimula circulação, reduz inflamação.
- Óleo de copaíba: ação local anti-inflamatória e analgésica.
- Harpagofito (garra-do-diabo): utilizado em reumatismos.
- Camomila e lavanda: para relaxamento e sono.
Também costumo recomendar cuidados no cotidiano:
- Adotar rotina de atividade física adaptada
- Investir em práticas de relaxamento (meditação, respiração consciente, ioga)
- Alimentação anti-inflamatória e controle do peso
- Bons hábitos de sono
Tratamento natural não é exclusividade de quem rejeita medicamentos, mas sim de quem busca menos efeitos adversos e maior autonomia.
Para quem quiser adicionar esse tipo de conduta ao tratamento, recomendo ler a sessão de tratamentos naturais do blog da FITOCANÁBICA, que traz dicas atualizadas com base em ciência e experiências reais.
Foco em cannabis medicinal: evidências, mecanismo e experiências reais
Dentre as opções naturais, a cannabis medicinal se destaca. Nos últimos anos, estudo após estudo tem mostrado como o canabidiol pode trazer alívio, principalmente em casos refratários à medicação padrão.
Como age o canabidiol?
O canabidiol (CBD) modula o sistema endocanabinoide, que está relacionado ao controle da dor, inflamação, sono e emoções. Ele não produz efeitos psicoativos (como a chamada “brisa”), e pode reduzir a intensidade da dor, melhorar o sono e diminuir a ansiedade. Em animais de laboratório, estudos da USP mostram potencial do CBD no tratamento de dor neuropática e de comorbidades como ansiedade.
Evidências científicas recentes
- Estudos em humanos mostram queda da intensidade da dor em mulheres com endometriose resistente a outros tratamentos (estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto).
- Em pesquisas pré-clínicas, o canabidiol reduziu sintomas de dor crônica, alodinia ao frio e melhorou aspectos cognitivos, como apontam estudos em ratos da USP.
- Observação clínica de melhora em diversos quadros refratários com poucos efeitos adversos, tendência que noto também entre pacientes da FITOCANÁBICA.
O potencial do canabidiol no manejo da dor anteriormente considerada “intratável” é um dos grandes avanços dos últimos anos. Já escrevi sobre o assunto e quem quiser se aprofundar pode consultar no blog da FITOCANÁBICA uma análise detalhada sobre canabidiol e dor.
Humanização e acompanhamento contínuo
É impossível ignorar a quantidade de pacientes que chegam à FITOCANÁBICA cansados dos efeitos indesejáveis dos opioides e medicamentos tradicionais. Eles buscam alternativas mais naturais, menos invasivas e sobretudo acolhimento.
Em minha atividade, presenciei casos marcantes, como uma paciente com fibromialgia crônica que relatou: “Eu vivia dopada e cansada. Com o canabidiol, consegui acordar mais disposta e minha cabeça clareou. Voltei a caminhar e até estudar”.
Outro exemplo é o de um senhor com neuropatia diabética. Ele já não suportava mais o formigamento nas pernas, principalmente à noite. Após o início do tratamento com derivados da cannabis, viu melhora na qualidade de sono e redução dos episódios mais intensos de dor, permitindo mais qualidade de vida e menos irritabilidade.
Esses relatos, que sempre guardo com cuidado e anonimato, mostram que tratar quem convive com dor não é só “reduzir números”. É oferecer autonomia, escuta e possibilidades reais de bem-estar.
Para quem tem dúvidas sobre cannabis medicinal, há um artigo que aprofunda essa relação entre a cannabis medicinal e a dor, direto do blog da FITOCANÁBICA.
Como buscar tratamento natural online com suporte completo?
Hoje, não é preciso sair de casa para começar um tratamento humanizado, inclusive com acompanhamento de especialistas em cannabis medicinal. Na FITOCANÁBICA, o processo pode ser totalmente online e personalizado:
- Contato e agendamento via WhatsApp de forma acessível
- Consulta direta com médico experiente em cannabis e outras terapias naturais
- Acolhimento desde a primeira consulta, passando por orientações sobre indicação, contraindicação e expectativas realistas
- Ajuda completa na documentação necessária para importação ou aquisição do produto
- Acompanhamento pós-consulta (ajuste de doses, dúvidas, reações adversas e apoio contínuo)
Para pacientes mais frágeis, com mobilidade ou saúde emocional comprometidas, esse modelo faz toda diferença na adesão e evolução clínica. Se quiser navegar por outras doenças ligadas a dor prolongada, existe uma categoria sobre doenças crônicas no blog, sempre com informações didáticas e sem sensacionalismo.
Sinais de alerta: quando buscar ajuda especializada?
Em minha experiência, percebo que muitas pessoas demoram para procurar auxílio médico por acharem que a dor “vai sumir sozinha”. Mas há situações em que não se deve esperar:
- Dor que limita as atividades básicas, como andar, levantar, tomar banho ou dormir
- Presença de perda de peso involuntária, febre ou suores noturnos
- Fraqueza, dormência, formigamento progressivo
- Alteração súbita de controle de urina ou fezes
- Dor associada a trauma significativo, queda ou cirurgia recente
- Histórico de câncer, doenças autoimunes ou depressão profunda
Nestes casos, não hesite em buscar serviço médico de urgência para excluir causas graves. Mas mesmo fora dessas emergências, o acompanhamento multiprofissional faz diferença para quem sente que a dor está tirando os melhores momentos da vida.
Conclusão
Ao longo deste artigo, procurei mostrar que a dor que não passa é um fenômeno mais frequente do que parece e pode surgir de diversas doenças ou até sem causa definida. Sintomas vão além do desconforto físico, afetando humor, sono, cognição e principalmente a relação com o mundo.
O tratamento ideal é sempre aquele que respeita a individualidade, envolve equipe multiprofissional e não desconsidera formas naturais e inovadoras de cuidado, como a fitoterapia e o canabidiol. Vivi situações em que a escuta, o acolhimento e a clareza de orientações mudaram não só o controle dos sintomas, mas o modo de encarar a própria vida.
Se você busca opções menos invasivas, quer falar sobre sintomas ou repensar seu tratamento sob olhar mais humano, a FITOCANÁBICA está à disposição para apoiar cada passo nesse caminho. Não deixe que a dor defina quem você é. Descubra novas possibilidades para uma vida mais leve e confiante.
Perguntas frequentes
O que é dor crônica?
Dor crônica é aquela que persiste por um período superior a três meses, mesmo após a cura aparente de lesões ou doenças que possam ter iniciado o sintoma. Não é considerada um simples sintoma, mas sim uma doença em si, já que provoca alterações no sistema nervoso e diversas repercussões físicas, emocionais e sociais. Pode ser nociceptiva (por lesão tecidual), neuropática (por lesão nervosa) ou nociplástica (alteração do processamento da dor pelo sistema nervoso), sendo mais comum em mulheres e pessoas acima de 50 anos.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas incluem dor persistente de intensidade variável (pode ser queimação, pontada ou peso), rigidez muscular, fadiga, distúrbios do sono, alteração do humor e déficit de memória ou atenção. Além disso, podem ocorrer edemas, limitação de movimentos, irritabilidade, ansiedade e depressão. O sofrimento relacionado à dor afeta a capacidade funcional e interfere intensamente na qualidade de vida das pessoas.
Como tratar a dor crônica naturalmente?
Existem várias opções naturais para controle da dor, algumas já reconhecidas pela ciência e outras indicadas como complementares. Entre elas estão a fitoterapia (com plantas como cúrcuma, gengibre, copaíba, harpagofito, lavanda), mudanças de estilo de vida (atividade física adaptada, alimentação anti-inflamatória, práticas de relaxamento) e o uso de canabidiol (CBD) – componente da cannabis com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. A escolha das estratégias deve ser sempre acompanhada por médico ou equipe de saúde para garantir segurança e bom resultado.
Quando procurar um médico para dor persistente?
Procure orientação médica sempre que a dor durar mais de três meses, for intensa a ponto de limitar as atividades diárias, vier acompanhada de fraqueza, formigamento, febre, emagrecimento, alterações intestinais ou urinárias, ou estiver associada a história de doenças graves. Busque socorro imediato caso haja piora súbita, trauma recente, perda de força muscular ou outros sinais alarmantes.
Quais plantas ajudam no alívio da dor?
Diversas plantas atuam de forma complementar no alívio da dor. As mais utilizadas incluem cúrcuma (anti-inflamatória), gengibre (analgésico), óleo de copaíba (ação local), camomila e lavanda (relaxantes), harpagofito (para doenças reumáticas). Além disso, derivados da cannabis como o canabidiol apresentam potencial para diferentes tipos de dor, principalmente quando indicados por profissionais habilitados. Sempre converse com seu médico para orientações adequadas ao seu caso.





